O cometa 3I/ATLAS, um dos raros visitantes interestelares já detectados, vai atingir sua aproximação máxima da Terra em 19 de dezembro de 2025. Apesar do termo “próximo”, ele permanecerá a cerca de 270 milhões de quilômetros, ou seja, muito além da órbita lunar, garantindo total segurança para o nosso planeta.
Embora o horário exato da maior aproximação seja 3h02 da manhã pelo horário de Brasília, a distância do cometa em relação à Terra praticamente não varia ao longo do dia, um comportamento notável quando se considera a imensa escala do Sistema Solar.
O 3I/ATLAS chama atenção não apenas por sua origem interestelar, mas também por características físicas e químicas incomuns. Estimativas indicam que ele tenha mais de sete bilhões de anos, o que o torna mais antigo que o próprio Sistema Solar. Análises de seu núcleo e da coma revelaram a presença de compostos químicos raros, como níquel atômico e dióxido de carbono, identificados com o apoio de missões como a SPHEREx.
Além disso, a nuvem de gás que envolve o núcleo atinge cerca de 350 mil quilômetros de extensão, exibindo um brilho esverdeado no espectro visível. Outro aspecto que surpreende os astrônomos é o desenvolvimento de uma anticauda, uma cauda que aponta em direção ao Sol, um fenômeno pouco comum em cometas desse tipo.
Vale destacar que observações recentes revelam indícios de vulcões de gelo ativos e emissão de raios X, características inéditas em objetos interestelares.
