
A presença de apenas dois candidatos competitivos numa campanha eleitoral é natural e muito comum em um país que não tem tradição democrática, como o Brasil. Atualmente, quem sustenta a estabilidade democrática é o Poder Judiciário. Sobre esse tema, falarei a seguir, por conta do esforço para manter o país caminhando.
O Ceará é um território com 184 municípios. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) encerrou o cadastro eleitoral com 6.998.494 eleitores aptos a votar em todo o Estado nestas eleições de 2026. Fortaleza tem 1,8 milhão de eleitores.
Elmano foca na prestação de contas. Ciro se mantém no ataque, mostrando seu papel de opositor.
Até agora, o patrimônio político de Elmano vem crescendo. Ciro tenta diminuir o impacto do apoio dos prefeitos ao governador. O embate ocorre nos bastidores. Estamos a 21 dias da eleição. As pesquisas vão mostrar a realidade com riqueza de detalhes.
Ciro tem a seu favor o recall de quatro candidaturas presidenciais, o que o tornou conhecido. Quem tem mais de 50 anos lembra que ele foi governador. Ciro tem o bolsonarismo fechado com ele. Elmano foi secretário da Educação, deputado e é governador. Tem ampla aprovação e apoios importantes, como os de Lula, Cid, Camilo, Evandro, Aldigueri e da maioria dos prefeitos.
A péssima qualidade dos programas eleitorais para deputado e senador
A direção das campanhas eleitorais no Ceará não tem qualquer zelo pela produção dos programas para deputado e senador na televisão. O horário nobre poderia ser mais bem aproveitado.
As reclamações dos candidatos são muitas. Eles alegam que são chamados, ficam diante de uma câmera, tendo o direito apenas de apresentar a proposta. Nada mais. Eles queriam uma produção externa e edição, mas sempre recebem um “não” como resposta ao pedido.
Fica claro que os investimentos estão concentrados prioritariamente no programa do candidato ao governo e que há apenas um pouco de atenção aos candidatos ao Senado.
A briga maior na pré-campanha é fazer alianças para conseguir o apoio dos partidos e o maior tempo de rádio e TV.
Mayra Pinheiro reclama no TRE por espaço
A candidata a deputada estadual de extrema direita e bolsonarista Mayra Pinheiro, que ficou conhecida na política como Capitã Cloroquina por ser contra a vacina no governo Bolsonaro, está reclamando ao TRE da falta de espaço na campanha do PL no rádio e na TV. Ela alega que não apareceu uma só vez. Mayra evita apontar responsáveis para tentar conseguir alguns segundos. Ela é candidata a deputada estadual.
O mundo político de Vicente Aquino
O líder político do Vale do Curu, Vicente Aquino, saiu da disputa para deputado federal. Tem outras metas. Atualmente, controla os municípios de Paraipaba e Paracuru, os mais importantes. Sua meta é ampliar, em 2028, o número de prefeitos. Fechou alianças poderosas com o deputado federal Yuri do Paredão e deputados estaduais. Quer colher resultados e se tornar o maior líder do Vale do Curu e dos municípios vizinhos.
Moses Rodrigues monta grupo político
O deputado federal Moses Rodrigues subiu o sarrafo da política no Ceará ao montar um grupo político no qual aposta alto. Tem a Prefeitura de Sobral, montou estruturas em Forquilha, Coreaú, Itapajé e Meruoca e vai eleger Moses Filho com votos até na Região Metropolitana de Fortaleza. Moses mudou o rumo do seu plano político, distanciando-se de Cid e ficando apenas com Elmano e Luizianne. Moses preside o União Brasil no Ceará.
O cacife de Cirilo Pimenta
Ao declarar apoio integral à candidatura de Manoela Pimenta a deputada estadual, o prefeito de Quixeramobim não esperava a grande repercussão nem os apoios espontâneos. Os 60.300 eleitores de Quixeramobim poderão votar no dia 4 de outubro, e a estimativa é de que cerca de 70% pretendem depositar o voto em Manoela Pimenta. A explicação para o apoio é a bem sucedida gestão de Cirilo no município. A candidata Manoela Pimenta também tem mais de 59% dos votos do município de Pedra Branca, onde Mateus Góis, seu marido, foi prefeito e seu sogro, Antônio Góis, é a grande liderança.
MP de olho
O Ministério Público está de olho nas apostas em dinheiro e carros pelo Ceará. Existe a desconfiança de compra de votos ou de alguma forma de impulsionamento de candidaturas.
