
A lei sobre esse instrumento prevê uma série de possíveis recompensas jurídicas, que variam conforme o grau de utilidade da colaboração. Entre elas há possibilidade de redução de pena, de substituição dela por medidas restritivas de direitos ou, em casos mais extremos, até o perdão judicial.
O Banco Master, controlado por Vorcaro, entrou na mira das autoridades após apresentar crescimento acelerado no mercado financeiro. A instituição oferecia investimentos em CDBs (Certificado de Depósito Bancário) com rentabilidade acima da média, em uma estratégia associada a maior exposição a riscos.
Dados das investigações apontam um cenário crítico no fim de 2025: cerca de R$ 80 bilhões em ativos e um caixa de R$ 4 milhões. As suspeitas que recaem sobre o banco envolvem o uso de empresas de fachada, triangulação e criação de carteiras fictícias.
Relatórios da PF indicaram, ainda, um desvio de aproximadamente R$ 11,5 bilhões, entre 2023 e 2024. Apurações da PF e do BC (Banco Central) revelaram impactos organizacionais, além do problema financeiro, os quais se estenderam para outras instituições financeiras.
Entre elas, algumas eram operadas pelo próprio Master — que acabaram liquidadas pelo BC — e outras eram organizações públicas, como o BRB (Banco de Brasília) e institutos que geriam recursos da previdência de servidores.
Diante desse cenário, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Master em 18 de novembro de 2025, por detectar “grave crise de liquidez” e “graves violações” às normas do SFN (Sistema Financeiro Nacional).
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