A cada 2 minutos, uma criança fora da escola; saiba impactos do corte no Bolsa Família

16/12/2015

O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) divulgou nesta terça-feira (15) uma estimativa do impacto que a proposta de corte de 10% do orçamento do Bolsa Família terá caso seja aprovada no Congresso e entre em vigor em 2016.

A expectativa da pasta é que a redução da dotação de recursos resulte na exclusão de 23 milhões de pessoas do programa de transferência de renda. Outras 8 milhões passariam a viver em patamar de extrema pobreza.

O corte foi proposto pelo deputado Ricardo Barros (PP-PR), relator da proposta de orçamento para 2016, que ainda está em debate no Legislativo.

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Leia abaixo a nota:

Proposta em discussão no Congresso Nacional reduz em 35% a dotação prevista para o programa no ano que vem, de R$ 28,8 bilhões. Estudo da Secretaria Nacional de Renda da Cidadania do Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) aponta efeitos negativos sobre a atividade econômica e até sobre indicadores de saúde e educação do país.

Todos perdem – e não apenas os beneficiários do programa de transferência de renda, reconhecido internacionalmente pelo baixo custo, pelos resultados obtidos e pelo foco nos mais pobres.

O corte significaria:

• 23 milhões de pessoas fora do programa de transferência de renda
• 11 milhões destes, menores de 18 anos
• Mais 8 milhões de pessoas miseráveis no país
• Entre elas, 3,7 milhões de crianças e jovens de até 17 anos

Consideradas as repercussões já comprovadas sobre saúde e educação, podemos estimar que:
• A cada hora, seis crianças de até 5 anos poderiam apresentar desnutrição crônica
• A cada 2 minutos, uma criança deixaria de frequentar a escola

O impacto de um corte de R$ 10 bilhões foi estimado considerando que seriam excluídas as famílias com maior renda mensal declarada. É bom lembrar que têm acesso ao benefício famílias com renda de até R$ 154 por pessoa. Em média, o Bolsa Família paga R$ 167 mensais por família.

Desde 2012, o número total de famílias vem se mantendo estável em torno de 13,9 milhões.

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