
A presidente Dilma Rousseff recebeu um grupo de mulheres no Palácio do Planalto na noite desta terça-feira (19). O movimento, denominado “abraçaço da democracia”, foi organizado pelas redes sociais e mobilizou centenas de pessoas em frente à sede do governo.
Durante o encontro, Dilma agradeceu a iniciativa e disse que considerou o “abraçaço” uma “transmissão de força e energia das mulheres deste país”. Afirmou também que hoje as pessoas têm uma posição firme e compartilhada em defesa da democracia.
A presidente disse que identifica, em várias situações, preconceito contra si pelo fato de ser mulher, mas defendeu a importância e a força das mulheres de todo o país. “Acho que tem uma parte significativa disso. Tem um certo tratamento, que é uma tentativa de desvalorizar, de diminuir, de colocar como sendo a mulher uma pessoa que não tem força para resistir à pressão, a mulher como um ser frágil. Isso é um absurdo e eu me rebelo contra isso”, afirmou.
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Dilma voltou a criticar as tentativas de interromper o seu mandato por meio de um processo de impedimento sem embasamento legal. “Quem pretende me substituir não tem esses 54 milhões de votos e estão tentando fazer uma eleição indireta travestida de impeachment”, disse.
Ao final do encontro, a presidente foi até a área externa do Palácio do Planalto, onde cumprimentou o público que prestigiou a mobilização. Centenas de manifestantes entregaram flores a Dilma e cantaram "Dilma, guerreira, da pátria brasileira!" e pediram que a presidente não desista de lutar contra o processo de impeachment.
Jornal do Brasil
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