
Já a infectologista Raquel Stucchi, da Unicamp, afirma que a priorização de categorias profissionais pode atrasar a imunização de idosos e adultos com comorbidades. "Se tenho número limitado de vacinas e vou reservar doses para essas categorias, estou tirando de alguém", pondera ela, que vê pressão das categorias para ficar mais à frente na fila.
Para Márcio Bittencourt, pesquisador da USP, é preciso acelerar a vacinação e, por esse ponto de vista, priorizar adultos com comorbidades pode ser difícil. "É uma lista ampla, que nem sempre é fácil de definir e documentar." O Estadão perguntou à Secretaria da Saúde se a vacinação de pessoas com comorbidades poderia atrasar, mas não obteve resposta. O Ministério da Saúde também não se manifestou.
Próximas fases
O estado tem cerca de 4 milhões de moradores de 60 a 69 anos. O governo disse apenas que a vacinação dos idosos será concomitante à imunização das categorias profissionais e que novas faixas etárias ainda serão anunciadas.
por Agência Estado
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