
Manifestantes contrários ao impeachment da presidente Dilma Rousseff se reuniram nesta quinta-feira (31) em diversas cidades do País para protestar a favor da democracia e contra o que afirmam ser um golpe para derrubar o governo. Há registros de atos em 23 Estados (AM, AL, BA, CE, ES, GO, MA, MG, MS, PA, PB, PE, PI, PR, RJ, RN, RO, RR, RS, SC, SE, SP, TO) e no Distrito Federal.
O protesto principal, convocado pela Frente Brasil Popular e a Central Única dos Trabalhadores (CUT), estava previsto para ocorrer Brasília, onde era esperado um público de 100 mil pessoas para uma marcha do estádio Mané Garrincha até o Congresso Nacional, de acordo com os organizadores. Já a Polícia Militar estimou 50 mil pessoas no protesto. Mais de 120 ônibus chegaram à capital federal, trazendo caravanas de diversas regiões do País para o ato, que tem o apoio da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e de sindicatos de vários Estados, como Bahia, Pará, Mato Grosso, Minas Gerais, Santa Catarina, Goiás e São Paulo.
Acompanhe o Bananeiras Online também pelo twitter e pelo facebook
Em São Paulo, o ato estava marcado para as 16h, mas desde as 14h centrais sindicais já estavam reunidas na Praça da Sé, região central da capital paulista. A rua lateral da catedral também ficou ocupada. Carros de som levavam líderes de movimentos sociais e de sindicatos que se revezam nos discursos. Entre os manifestantes, havia balões e bandeiras de entidades, como a CUT, da Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB), da União da Juventude Socialista, da Central de Movimentos Populares, além de sindicatos de diversas categorias. Também participaram do ato a Frente das Mulheres pela Democracia, a Frente Brasil Sem Medo e a Marcha Mundial das Mulheres. A palavra de ordem mais cantada foi “Não Vai ter Golpe”.
Não houve registro de violência nos primeiros momentos das manifestações em várias cidades do Brasil. Além das cidades brasileiras, outros países também registraram protestos – Alemanha, Áustria, Chile, Espanha, França, Inglaterra e Portugal foram alguns.
Os protestos a favor de Dilma e contra o impeachment acontecem em meio à tramitação no Congresso de um processo de impedimento, que acirrou um cenário político já tenso em meio à forte recessão econômica e baixa popularidade da presidente, além das investigações da Operação Lava Jato contra a corrupção.
A presidente, que nega ter cometido crime de responsabilidade que justifique um impeachment, adotou como estratégia de defesa chamar o processo de impedimento em curso no Congresso de golpe, e voltou a repetir o discurso em evento mais cedo nesta quinta-feira (31) no Palácio do Planalto.O atual quadro levou milhões de pessoas a protestarem em várias cidades do País contra o governo no início deste mês, em uma das maiores manifestações populares já registradas. Os protestos de manifestantes favoráveis ao governo têm ocorrido em menor escala, mas também quebraram recordes.
“Para cada momento histórico o golpe assume uma cara. Nos processos que a América Latina passou nos anos 1960, 1970 e 1980, a forma tradicional era a intervenção militar", declarou. "Agora a forma está sendo a ocultação do golpe por meio de processos aparentemente democráticos. Se usa um pedaço da democracia. Estão tentando dar um colorido democrático a um golpe porque não tem base legal."
iG com Agência Brasil, Estadão Conteúdo e Reuters
Rio Paraíba registra forte correnteza e moradores se arriscam em ponte
Encerramento do 120º Conselho Regional de Obreiros em Bananeiras
Abertura do 120º Conselho Regional de Obreiros em Bananeiras