Manifestação contra as reformas de Temer fecha a Avenida Paulista

01/04/2017

Manifestantes contrários à reforma da Previdênciae ao projeto de terceirização ampla aprovado pela Câmara e que deve ser sancionado pelo presidente Michel Temer (PMDB)fecham no final da tarde desta sexta-feira os dois sentidos da Avenida Paulista, em São Paulo.

Organizado por movimentos sociais, como a Central de Movimentos Populares (CMP) e entidades sindicais como a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e frentes de esquerda como a Povo sem Medo e Frente Brasil Popular,  a manifestação deve sair do Museu de Arte de São Paulo em direção à Praça da República, onde deve se juntar a professores da rede estadual que fazem assembleia.

Os manifestantes ocupam um quarteirão da Avenida Paulista, em concentração bem menor do que a do dia 15 de março, que tinha o mesmo mote e contou com a presença doex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os organizadores tratam a manifestação como um “esquenta” para uma greve geral agendada para o dia 28 de abril, também contra as reformas.

“O Temer quer instituir o bico [trabalho precário] no Brasil. Nós vamos acabar com as reformas da Previdência e trabalhista”, discursou o presidente da CUT, Vagner Freitas, do carro de som. As manifestações estão previstas para ocorrer em 12 estados.

Luiz Cláudio Barbosa Protesto contra reformas do governo Temer Na Avenida Paulista, manifestante segura cartaz durante protesto das centrais sindicais e movimentos sociais contra a terceirização e as reformas da previdência e trabalhista, propostas pelo governo Michel Temer - 31/03/2017 Folhapress 1

Vaias a Doria

Além dos tradicionais gritos de “Fora Temer”, os manifestantes vaiaram o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB). Uma liderança do movimento perguntou ironicamente para um grupo de garis se o tucano estava entre eles. E ele mesmo respondeu que o prefeito só se vestiu como funcionário de limpeza por “15 minutos”, pediu vaias ao prefeito e foi atendido.

Veja.com



Outras Notícias