
O ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu na noite desta terça-feira (8) a tramitação do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara. A decisão veio horas depois de um longo embate e acusações de parlamentares do governo ao presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de manobrar mais uma vez o regimento interno, resultando em vitória da oposição para escolher presidente e relator da comissão.
A comissão, de acordo com a decisão de Fachin, fica suspensa até a próxima quarta-feira (16), quando o plenário da Coprte se reunirá para julgar pedido liminar do PCdoB sobre a constitucionalidade da Lei 1.079/50, que regulamenta as normas e a tramitação de processo e julgamento de impeachment.
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A decisão do ministro do Supremo impede a instalação da comissão de impedimento de mandato da presidente e foi tomada para que não haja novas paralisações no futuro, quando a comissão de parlamentares, de fato, iniciar seu funcionamento para decidir se arquiva ou dá prosseguimento ao processo.
No despacho, Fachin questiona, por exemplo, a votação secreta ocorrida nesta terça para eleger membros da comissão. O ministro argumento que a Constituição e o Regimento Interno da Câmara não prevêem votação fechada, como ocorreu por decisão de Eduardo Cunha.
O presidente da Câmara só deve se pronunciar após receber a comunicação oficial do Supremo a respeito do ato do ministro Fachin.
Crédito da imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Jornal do Brasil
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