MP proíbe Pai Nosso em escolas de Campo Grande

05/04/2016

As escolas municipais de Campo Grande que normalmente iniciavam as aulas orando o Pai Nosso, não poderão mais seguir essa rotina por recomendação do Ministério Público Estadual em Mato Grosso do Sul (MPE-MS).

Segundo a Secretaria Municipal de Educação, o MP, através da Promotoria de Direitos Humanos, ameaçou entrar com ação civil pública para impedir que as orações continuem acontecendo, assim como as demais manifestações de cunho religioso.

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“A recomendação tem dois fundamentos: pela Constituição Federal o estado é laico, ou seja, um estado que não tem religião e o segundo é pela liberdade de religião. Não foi uma decisão imposta às escolas católicas ou evangélicas, mas uma decisão para escolas públicas que são pagas pelos impostos de todos”, comentou o promotor de Justiça Luciano Loubet em entrevista ao Bom Dia MS, da Rede Globo.

Já para o promotor da Infância, Juventude e Educação, Sérgio Harfouche, resolveu contestar a recomendação do MPE dizendo que os alunos que não quiserem participar, podem recusar orar o Pai Nosso.

“Se é interesse de alguém não participar, que assim o faça. Mas, eu tenho uma esmagadora maioria de pais nas escolas querendo que seus filhos tenham essa liberdade de expressão”, disse.

Para ele a oração não obriga os alunos a crerem em uma determinada religião. “Ninguém vai ser obrigado a crer ou não crer. Ninguém vai ser beneficiado por crer e nem punido por não crer. Impedir que as pessoas, assim tenham, como se tradicionalmente se tem na escola, me parece que isso é uma violação maior do que a que se pretende proteger”, afirma.

Alguns pais de alunos não gostaram da decisão, para a agente de saúde Elaine Martinez Brito, a oração não deve ser proibida por oferecer uma palavra boa para as crianças.  “A oração não deve ser proibida”, diz Elaine ao G1.

Com Gospel Prime




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