Operação Lava Jato faz novas denúncias contra marqueteiro do PT e Odebrecht

29/04/2016
Publicitário João Santana e sua mulher, Mônica Moura, foram presos na Operação Acarajé (SUELLEN LIMA/FRAMEPHOTO/ESTADÃO CONTEÚDO)
Publicitário João Santana e sua mulher, Mônica Moura, foram presos na Operação Acarajé (SUELLEN LIMA/FRAMEPHOTO/ESTADÃO CONTEÚDO)

Os procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato apresentam na tarde desta quinta-feira (28) duas novas denúncias contra investigados no processo de corrupção envolvendo a Petrobras. As denúncias envolvem nomes de pessoas já citadas nas investigações – algumas delas, inclusive, já foram, condenadas.

No total, são 20 denúncias, que envolvem 17 pessoas investigadas na 23ª e 26ª fase da Operação Lava Jato. A primeira investigou pagamentos feitos ao marqueteiro de campanhas do PT João Santana e a outra apurou o pagamento de vantagens indevidas pela Odebrecht a funcionários públicos. 

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O empreiteiro Marcelo Odebrecht, preso desde 19 de junho de 2015 é alvo de uma das denúncias – a terceira contra ele, que já foi condenado em uma delas a 19 anos e quatro meses de prisão. O ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, condenado a 15 anos de prisão é outro alvo das duas denúncias. Também é alvo de uma das denúncias Maria Lúcia Tavares, secretária que atuava no "departamento da propina" da Odebrecht e fez delação premiada revelando como funcionava os repasses de propinas da maior empreiteira do País por meio de apelidos com referências a alimentos e até um software específico. 

Os procuradores da República em Curitiba, responsáveis pela investigação na primeira instância, concluíram nesta manhã as acusações que devem ser protocoladas ainda nesta quinta-feira na 13ª Vara Federal de Curitiba, do juiz Sérgio Moro. Uma das denúncias chegou a ser oferecida em março, mas como o juiz Sérgio Moro teve de remeter as investigações para o Supremo, a acusação não chegou a ser analisada. Agora, por decisão do STF, o caso voltou para a primeira instância e será avaliado por Moro.

Até o momento ainda não há informações sobre as denúncias. São as primeiras acusações formais desde que a Lava Jato avançou sobre o "departamento de propinas" da Odebrecht e sobre o ex-senador Gim Argello (PTB), preso preventivamente sob suspeita de receber R$ 5,3 milhões para evitar a convocação de empreiteiros nas CPIs que investigaram a Petrobras no Senado e no Congresso em 2014.

Com as denúncias desta quinta-feira, chegam a 39 as acusações da Lava Jato contra investigados acusados de crimes como corrupção, lavagem de dinheiro, formação de organização criminosa, tráfico de drogas, crimes contra o sistema financeiro, dentre outros. Das 39 acusações, o juiz Sérgio Moro já proferiu sentença em 18 ações penais, contabilizando 93 condenações cujas penas somadas chegam a 990 anos e sete meses de prisão.

Os investigadores apontaram o pagamento de R$ 6,4 bilhões em propinas, dos quais ao menos R$ 2,9 bilhões já foram recuperados por meio de acordos de colaboração premiada. Ao todo, segundo o Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, já são 65 acordos de colaboração firmados no âmbito da operação, a maior do País. Veja a lista dos denunciados:

Primeira denúncia

Zwi Skornicki
Pedro José Barusco Filho
Renato de Souza Duque
Monica Regina Cunha Moura
João Cerqueira de Santana Filho
João Vaccari Neto
João Carlos de Medeiros Ferraz
Eduardo Costa Vaz Musa

Segunda denúncia

Marcelo Bahia Odebrecht
Hilberto Mascarenhas Alves da Silva Filho
Luiz Eduardo da Rocha Soares
Fernando Migliaccio da Silva
Maria Lúcia Guimarães Tavares
Angela Palmeira Ferreira
Isaias Ubiraci Chaves Santos
Monica Regina Cunha Moura
João Cerqueira de Santana Filho
João Vaccari Neto
Livio Rodrigues Junior
Marcelo Rodrigues

iG com informações da Agência Brasil e Estadão Conteúdo




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