Requerimento de urgência do pacote de medidas anticorrupção é negado. Proposta passará por CCJ. pic.twitter.com/8go677AeDc
— EXAME Brasil (@exame_noticias) 30 de novembro de 2016
O senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) afirmou que a decisão de hoje não significa que o Senado irá rejeitar o texto aprovado na Câmara no futuro. Segundo ele, a rejeição à manobra significa apenas que o Senado não aceitou a quebra de um rito. “Uma simples Medida Provisória não é votada se não chegar com a antecedência de três sessões, imagine uma matéria da importância dessa, onde mais de 2 milhões de brasileiros assinaram, vai ser votada às 4h da manhã e ser votada às 4h da tarde?”, disse.
Já o senador Ricardo Ferraço afirma que acredita que erros da Câmara não passarão no Senado. “Derrotamos essa proposta não apenas na urgência como creio eu que aqui no Senado estaremos corrigindo toda deformação praticada na Câmara dos Deputados até porque subtrai a alma e o espírito das 10 medidas contra a corrupção”, disse para jornalistas.
Para jornalistas, o presidente do Senado negou que tenha feito uma retaliação aos procuradores da Lava Jato. Veja vídeo:
Renan nega que requerimento foi apresentado para provocar procuradores da Lava Jato. pic.twitter.com/5MaC6WbtjW
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De acordo com o líder do governo no Congresso, Romero Jucá (PMDB-RR), as declarações feitas pelos coordenadores da força-tarefa da Lava Jato contribuíram para que a manobra regimental fosse colocada em pauta. Em coletiva, os procuradores disseram que abandonariam as investigações caso o presidente Michel Temer (PMDB) sancionasse o texto aprovado pela Casa.
As falas dos procuradores, segundo Jucá, não ajudam. “É o tipo de manifestação que atrapalha as relações dos poderes. Talvez a tentativa de votação em regime de urgência foi feita como resposta a essas declarações. A rapidez sem conhecer a matéria também não ajuda”, criticou o senador.
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