
Apesar de seu discurso ter sido bem distante daquele abraçado por boa parte dos principais nomes do PMDB, o vice-presidente da República, Michel Temer, foi reconduzido à presidência nacional da legenda durante a convenção nacional da legenda, neste sábado (12), em Brasília. Ele recebeu 537 votos, 96% do total.
A convenção do PMDB aprovou uma moção proibindo que qualquer peemedebista assuma novos cargos no governo, pelo menos até que o diretório nacional vote, em 30 dias, se irá romper com o PT ou não.
A moção tem endereço certo: o deputado Mauro Lopes (MG), que já estava com sua nomeação acertada para a Secretaria de Aviação Civil. Mais cedo durante a convenção, o ex-ministro Eliseu Padilha chamou-o de futuro ministro, ao anunciá-lo no palanque, atiçando a fúria dos oposicionistas, o que precipitou a votação da moção.
Padilha ainda tentou evitar a votação, lembrando que havia um acordo para adiar todas as moções para a reunião do diretório em 30 dias, mas foi vencido depois que recebeu a informação de que o vice-presidente Michel Temer confirmou um acordo com a bancada de Minas Gerais para aprová-la.
Em entrevista, o presidente da Fundação Ulysses Guimarães, Moreira Franco, confirmou que Mauro Lopes não poderá assumir a SAC. O Planalto esperava a convenção para definir se mantinha ou não a nomeação do deputado, mas Mauro Lopes já era tratado pelos peemedebistas da Câmara como ministro, e já até negociava a nomeação de equipe.
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