A relação de cripto com o cenário macro dos EUA
“O mercado cripto encerrou a última semana com alta superior a 7,5%, refletindo a forte performance dos ativos de risco, incluindo as ações americanas, com o índice S&P 500 atingindo novas máximas históricas. Esse movimento foi impulsionado pela primeira redução das taxas de juros pelo Fed desde 2020, além dos fortes fluxos de entrada nos ETFs de bitcoin à vista nos EUA, que somaram US$ 397 milhões na semana passada”, explicou João Galhardo, analista de research da Mynt, plataforma de criptoativos do BTG Pactual.
“Considerando a alta correlação entre criptoativos e ações norte-americanas, que atingiu seu maior nível desde meados de 2022, o ambiente de afrouxamento monetário deve continuar favorecendo também o mercado cripto, ao reduzir o custo de oportunidade e incentivar a tomada de risco”, acrescentou.
Outras criptos sobem mais que o bitcoin
Além do bitcoin, outras criptomoedas entre as maiores do mundo por valor de mercado também sobem nesta segunda-feira, 23, chegando a apresentar uma performance ainda melhor.
O ether, criptomoeda nativa da rede Ethereum, é cotado a US$ 2.678, com alta de 4,1% nas últimas 24 horas, de acordo com dados do CoinMarketCap. Nos últimos sete dias, a segunda maior cripto acumula alta de mais de 17%.
A criptomoeda LINK, da rede Chainlink, também apresenta alta de 4,7% nesta segunda-feira, 23.
Apesar disso, a que apresenta maior alta nas últimas 24 horas é a NEAR. Cotada a US$ 5,16, a criptomoeda é a 17ª maior do mundo em valor de mercado e disparou mais de 16% no período, de acordo com dados do CoinMarketCap. Nos últimos sete dias, a NEAR também acumula alta de 32%.