
Durante reunião realizada nesta segunda-feira (14) com a reitora da Universidade Federal da Paraíba, professora Margareth Diniz, e a equipe que administra a UFPB, o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) afirmou que está preocupado com a situação pela qual passa o ensino público superior em todo o país.
O senador fez uma explanação do atual quadro de dificuldades enfrentadas pela população, que, segundo ele, foram provocadas pelo governo do PT e não têm prazo para serem solucionadas por causa da incapacidade da presidente Dilma Rousseff de, pelo menos, amenizar a crise que atinge em cheio a sociedade. “Os dados de desemprego e inflação em alta atingem duramente a população mais vulnerável”, disse.
Povo sofre - Cássio destacou que a oposição não torce pelo insucesso do governo, pois quem mais sofre é a povo, mas ele cobrou que seja apresentado um plano consistente e real por parte do governo, e não apenas medidas paliativas - que estão servindo apenas para agravar a crise que a população enfrenta: “A inflação para as pessoas que ganham até dois salários mínimos já ultrapassou os 10%”, declarou.
Cortes orçamentários - Segundo o relato da reitora Margareth Diniz, os cortes orçamentários estão inviabilizando a continuidade dos trabalhos acadêmicos. “No que diz respeito à pós-graduação, a UFPB teve uma redução de 75% no custeio. Como manter 105 cursos de pós-graduação com uma redução desse tamanho?”, questionou a reitora. A exemplo do que já ocorreu em recente reunião com os dirigentes da Universidade Federal de Campina Grande, o senador Cássio Cunha Lima se prontificou a participar, juntamente com toda a bancada federal paraibana de um encontro para que as pautas das nossas universidades tenham prioridade junto ao Governo Federal e mais recursos seja alocados para as nossas Instituições Federais de Ensino Superior.
Greve sem fim - A Universidade Federal da Paraíba enfrenta ainda uma greve que já dura mais de três meses e a reitoria informou que tem dialogado com o comando de greve, apesar da solução para a pauta dos grevistas estarem praticamente em torno da crise orçamentária que toma conta da entidade.
Para a reitora, o potencial da UFPB está extremamente prejudicado ao completar 60 anos de fundação. “Como investir em pesquisa e inovação tecnológica, se os recursos disponibilizados são cada vez menores?”, questionou.
Pauta dos grevistas - Durante a reunião com os dirigentes da UFPB, uma comissão do comando local de greve, composta pelos professores Ana Lia Almeida, Daniel Antiquera e Fernando Cunha, apresentou ao senador a pauta de reivindicações dos grevistas junto à Universidade.
Cássio destacou que a pauta do movimento coincide em vários pontos com os assuntos apresentados pelos dirigentes universitários. “O governo federal precisa cumprir as suas obrigações com as instituições de ensino superior e repassar o que lhes é devido”, destacou o senador.
Também participaram da reunião: a chefe de gabinete da reitoria, Aline Monte; o pró-reitor de Assistência Estudantil, Thompson Lopes; o pró-reitor de Planejamento, Marcelo Sobral; a pró-reitora adjunta de Graduação, Ana Cristina Aldrigue,; o pró-reitor da Pós-Graduação e Pesquisa, Isaac Medeiros; o pró-reitor de Assuntos Comunitários, Orlando Villar; o pró-reitor de Administração, Aluísio Souto; a coordenadora de Orçamento, Leocádia Felício; Mônica Palitot, do Programa de Expansão e Reestruturação da UFPB; o superintendente de Comunicação, Bob Vagner; o presidente do Instituto de Desenvolvimento da Paraíba (Idep), João Marcelo Alves; o coordenador de Inovação Tecnológica da UFPB (Inova), Petrônio Filgueiras e a diretora de Licenciamento e Transferência Tecnológica da Inova, Melânia Lopes Cornélio.
Bananeiras Online com Assessoria
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