
Ex-meia de Grêmio, Inter, Palmeiras e da seleção brasileira, Arilson contou, em entrevista à Rádio Bandeirantes, que não tem grandes arrependimentos em sua carreira. O atual técnico do Aimoré, de São Leopoldo (RS), disse que se pudesse não teria abandonado a Seleção, como fez em 1996.
“Algumas coisas eu não faria de novo, como ter ido embora da Seleção, que marcou a minha carreira até hoje. Quando chego a algum lugar, a maioria das pessoas me reconhece como o Arilson que fugiu da Seleção. No momento eu achei que estava fazendo a coisa certa, não fui instruído pelo meu empresário da época”, disse.
O ex-jogador aproveitou a conversa com o apresentador Milton Neves, para contar como aconteceu o episódio, ocorrido durante o Pré-Olímpico de 1996.
“Em 1996 teve uma Copa Ouro, nos Estados Unidos, e eu fui titular durante toda a competição, depois teve Pré-Olímpico, na Argentina e o técnico era o Zagallo. Nos dois primeiros jogos ele não me deixou nem no banco. Antes do terceiro jogo, que iria acontecer em um sábado, o pessoal do Kaiserslautern, onde eu jogava, pediu para o Zagallo me liberar para jogar a semifinal da Copa da Alemanha e depois voltar na segunda. O Zagallo não me liberou, dizendo que iria precisar de mim e acabou que nem no banco me colocou de novo”, contou.
Arílson também contou que a decisão de abandonar a equipe foi tomada em um domingo de folga na Argentina.
“No domingo tivemos folga até às 19h, foi aí que eu resolvi ir embora. Conversei com o meu empresário na época e ele disse para eu ir que ele assumiria a bronca. Ainda conversei com o Sávio e com o Amaral, que não queriam me deixar ir embora, mas disse a eles que se eu não voltasse até a meia noite era porque fui embora”, contou.
“Peguei um taxi em Tandil, onde a Seleção estava concentrada, e fui até Buenos Aires, em mais de três horas de viagem. Cheguei ao aeroporto às 23h e só tinha voo às 7h, mas vim para o Brasil. Quando cheguei, fui informado que só poderia jogar pelo Kaiserslautern depois do Pré-Olímpico. Acabou que eu não joguei na Seleção nem na Alemanha. Isso com certeza marcou a minha carreira no lado negativo e até hoje lembram disso”, concluiu.
Band.com.br
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