Brasil encanta o mundo com a Cerimnia de Abertura da Olimpada

06/08/2016

 abe o brasileiro com complexo de vira-lata (como diria Nelson Rodrigues), aquele acostumado em falar mal do país e exaltar tudo que vem de fora? Ele com certeza mordeu a língua na noite desta sexta-feira. Sem demagogia ou ufanismo, a Cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos do Rio 2016, no Maracanã, foi um espetáculo para ninguém botar defeito.

De forma simples, criativa e dinâmica, a festa dirigida por Fernando Meirelles, Daniela Thomas, Andrucha Waddington e Rosa Magalhães apresentou o Brasil ao mundo de forma honesta. Foi um passeio pela história e pela música do país, mas não daqueles para gringo ver, empacotando um Brasil para exportação. Pareceu uma festa nossa para nós mesmos, com a animação e descontração típicas dos brasileiros – sobrou até vaia para tirar onda com a delegação argentina, a única que ouviu apupos do público.

nício histórico

A cerimônia começou com imagens aéreas do Rio e a apresentação do presidente do Comitê Olímpico Internacional, Thomas Bach, e do secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon. Embora estivesse ao lado deles, o presidente interino Michel Temer não foi anunciado ao público. Depois, Paulinho da Viola fez uma emocionante interpretação do hino nacional.

A partir daí foi o momento de contar a história do país, desde quando não havia nada, passando pelo surgimento das florestas, a presença dos povos indígenas, a colonização portuguesa, a vinda de escravos africanos e de imigrantes japoneses e europeus. Conforme cada grupo étnico entrava no campo, o solo que representava a floresta era alterado, indicando as mudanças no meio ambiente causadas por eles.

Ao final da apresentação dos povos foi a vez de representar a industrialização do Brasil, simbolizada pela montagem do 14 Bis ao som de “Construção”, de Chico Buarque. O protótipo do primeiro avião da história, ícone do orgulho nacional, até levantou voo. Pilotado por um sósia de Santos Dumont, passou pelos pontos turísticos do Rio, como o Cristo Redentor, desta vez embalado por “Samba do Avião”, de Tom Jobim.

A composição do pai da bossa nova abriu deixa para um passeio musical pelo Brasil. As homenagens começaram com o neto de Tom interpretando “Garota de Ipanema”, enquanto a modelo Gisele Bündchen desfilava pelo gramado em direção ao piano.

Em seguida, a festa foi da bossa ao funk. As estruturas que representavam a industrialização do país se transformaram em uma grande favela. Dançarinos quebravam no passinho enquanto Ludmilla se apresentava. Depois, Elza Soares, no alto de seus 79 anos, cantou uma versão modernizada de “Canto de Ossanha”, de Vinicius de Moraes e Baden Powell.

Band.com.br




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