
Até mesmo os próprios torcedores do Grêmio já começavam a se acostumar em uma vida sem Michel. Ele era peça importante na equipe na temporada passada e chegou até a ser eleito Bola de Prata no Campeonato Brasileiro, mas teve um ano de 2018 para lá de difícil, cheio de lesões e com mais tempo se tratando do que jogando.
Michel não entrava em campo desde o dia 15 de maio, em vitória por 2 a 1 sobre o Monagas, pela Copa Libertadores. Depois disso, teve uma séria lesão muscular na coxa direita. Se tratou e ficou pronto para voltar. Até chegou a atuar na equipe de aspirantes para retomar o ritmo de jogo, mas sofreu uma entorse no tornozelo direito.
Para piorar, ainda perdeu o avô e teve que enfrentar uma situação familiar difícil.
No sábado, finalmente reapareceu no time do Grêmio. Foi titular no empate com o América-MG. E convenceu! Tanto que Renato Gaúcho resolveu que ele começaria jogando mais uma vez, agora em um jogo importantíssimo diante do River Plate na ida das semifinais da Libertadores.
E ele não só jogou bem: marcou o gol do triunfo gremista por 1 a 0 em pleno Monumental de Nuñez.
Uma saga comemorada com emoção, é claro.
"Passa um filme na cabeça. Toda a dificuldade, de tratamento, tristeza por não poder jogar. Cinco meses de muita luta", disse na saída de campo.
“De alguns meses para cá, eu perdi meu avô, José. Dedico este gol a ele. Nunca deixei de trabalhar. Foi gratificante”, completou.
Uma história de superação tão bonita que acabou até em premonição.
“A comemoração dediquei para o meu primo, Levy. Estava de aniversário hoje e profetizou. Pediu para fazer um gol de escanteio, de cabeça”, disse.
Com a vitória na Argentina, o Grêmio agora joga pelo empate na partida de volta, marcada para a próxima terça-feira, em Porto Alegre.
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