
A adoção da tecnologia para auxiliar a arbitragem a dirimir dúvidas relacionadas a lances de gol, pênalti, aplicação de cartão vermelho e também à identificação de atletas estava dividindo os clubes tanto pelo aspecto técnico, por interferir na marcação do juiz, como financeiro. Muitos dos times clubes queriam que a CBF arcasse com os custos, estimados em R$ 30 mil por partida, e não concordaram em pagar totalmente ou em parte os gastos.
O tema foi colocado em votação e 12 clubes posicionaram-se contra. Apenas sete foram a favor e o São Paulo não votou, pois seu representante deixou a reunião antes de o assunto ser definido.
Sergio Correa, ex-chefe do departamento de arbitragem da CBF e responsável pelos estudos para a implantação do VAR, como o árbitro de vídeo é chamado oficialmente, negou que os custos tenham sido preponderante para a negativa. "Não foi exatamente a questão do custo. Teve clube que argumentou com a questão técnica, outro falou de testes, alguns de custos. Uma pena", lamentou.
No conselho arbitral, os clubes aprovaram o uso da grama sintética em substituição à natural - é o caso, atualmente, da Arena da Baixada, estádio do Atlético Paranaense.
Outra decisão tomada pelos clubes permite a venda de cinco mandos de campo, desde que o clube visitante concorde, assim como a federação à qual o mandante é filiado. E a venda não pode acontecer nas últimas cinco rodadas do campeonato.
Band.com.br
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