Em apresentao, treinador admitiu que estava em dvida sobre retornar ao clube

09/05/2017

 Cuca está de volta ao Palmeiras. Nesta terça-feira, o treinador foi apresentado oficialmente à torcida do Verdão cerca de cinco meses após deixar o clube alegando problemas pessoais. O treinador campeão brasileiro de 2016 substitui Eduardo Baptista, demitido depois da derrota para o Jorge Wilstermann, na Bolívia, pela Libertadores.

Confira abaixo os principais trechos da entrevista coletiva de apresentação de Cuca:

"Ele (o presidente) disse que se eu não viesse, viria outro. Eu estava até em negociação no mercado asiático. Se não viesse para cá, iria para lá. Já estava em condição de trabalhar, ainda que não tivesse feito o que queria, que era ver alguns treinos no mercado europeu. Eu estava com alguma dúvida, sinceramente, em voltar ao Palmeiras, porque é muito precoce, muito em cima. Tinha condição de sair também. Um dos motivos principais que me fez vir foi o conhecimento de casa que tenho. É um trabalho muito difícil, responsabilidade muito maior, mas com conhecimento de casa bom, o que abrevia o trabalho. Todos sabem o carinho que tenho pelo clube".

Promessa do título brasileiro em 2016

"Aquele episódio em que falei que iria ser campeão brasileiro foi uma ajuda, uma defesa que pus aos jogadores. Um dia antes, havia acontecido de a torcida ter vindo ao CT. No domingo, tomamos 4 a 1. Na ocasião, lembro que disse que seria o fundo do poço. Tirei o peso dos jogadores e assumi. Acabou dando certo".

Momento atual do Palmeiras

"O momento é inverso. O Palmeiras se autopressionou por conta disso, por achar que vai ganhar tudo. Acho que foi prejudicial até para o Eduardo, porque no primeiro campeonato que ele não ganhou teve cobrança muito grande. E ele tinha campanha muito boa em percentual de pontos. Isso atinge o treinador, o jogador, que fica pressionado. O Palmeiras investiu muito, mas o futebol não é assim".

Elenco

"Eram situações diferentes. Jogamos como dava, precisava ser campeão, dentro da lei. Se a gente fizer comparativo aqui do time do ano passado em relação ao desse ano, foi trocado o Moisés pelo Felipe Melo. O Guerra pelo Cleiton Xavier. E o Borja ou o Willian pelo Gabriel Jesus. Os demais, é o mesmo time".

O que melhor e o que piorou

“Pode ganhar tudo, mas não precisava falar hoje. Tem que trabalhar quietinho, como mineiro, pelos cantinhos. Hoje, o Palmeiras ganhar de 1 a 0 é questionado, porque não convenceu. Isso é uma coisa que nós mesmos nos intitulamos assim. De fora vendo, acho que é algo desnecessário puxar isso. A responsabilidade existe, não precisa falar nela todo dia".

O que dá para aproveitar do trabalho de Eduardo

"O Eduardo passou uma sensação muito boa para quem assistia aos jogos, sobre ficar com a posse de bola, controlar o jogo. Infelizmente, não chegou à final paulista. Em diversas ocasiões, a gente viu o Palmeiras jogando bem, buscando o resultado, com alma. Particularmente, acho que ele fez um trabalho bom. É que mesmo que eu tivesse continuado seria um problema grande. Hoje, o Palmeiras tem necessidade ainda maior de ganhar, pelo investimento. Tenho certeza de que amanhã o Eduardo estará em um grande time, porque é grande profissional".

Comparação entre Libertadores 2016 e a atual

"Estamos em uma condição mais preparada. Jogávamos o penúltimo fora, e o último dependendo do Nacional não perder. Hoje você depende só de você, é mais favorável. Mas é perigoso. O adversário está se preparando para ganhar".

Especulações sobre Danilo Avelar e Ganso

"Nunca ouvi falar de Danilo Avelar. Ganso também não tenho acompanhado. Para mim, é novidade. Ideia do elenco eu tenho, tenho muito trabalho. Primeiro vou falar com os atletas. Tem jogador que pode sair no meio do ano, temos que ficar atentos. Se perder alguém, é natural que recomponha".

Band.com.br




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