
O segundo treino livre para o GP de Austin, que aconteceria às 17h (horário de Brasília) desta sexta-feira (23), foi cancelado em virtude de uma chuva torrencial que caiu sobre o Texas, nos EUA.
Além disso, há grande preocupação dos organizadores da prova com a aproximação do furacão Patrícia - que, segundo a Agência France Press, deverá registrar ventos de 325 km/h no México na noite dessa sexta e chegar ao nível 5, o mais alto, da escala Saffir-Simpson.
Ainda segundo a AFP, o Patrícia é o "furacão mais poderoso já registrado" tanto no Pacífico quanto no Atlântico norte com possíveis efeitos "catastróficos" quando atingir o oeste mexicano na noite dessa sexta.
A distância entre Puerto Vallarta, no México, cidade onde se espera o furacão, e Austin, no Texas, é de 1.300 km - considerada curta para um furacão dessas dimensões. A tormenta, porém, não deve chegar à cidade texana.
A priori, o segundo treino livre do GP de Austin foi adiado por cerca de uma hora, período após o qual a direção do treino optou pelo cancelamento. O cenário era de tempestade, pista tomada por muitas poças d‘água e céu completamente escuro e nublado.
Além disso, fiscais não foram autorizados a trabalhar no Circuito das Américas por conta dos raios. E a organização da prova recomendou que o público deixasse as arquibancadas.
Em Austin, há quem fale que a classificação para a prova pode não acontecer. A expectativa da FIA, aliás, é que as condições climáticas piorem durante o sábado. O GP dos EUA está marcado para domingo (25), às 14h do horário local (17h do horário de Brasília).
O furacão Patrícia, inclusive, é esperado na Cidade do México no domingo (25). O detalhe que é o Circuito Hermanos Rodríguez é a próxima parada da F-1, já na semana que vem.
Por fim, vale lembrar que houve um tufão no GP do Japão do ano passado. A organização optou por não interromper as atividades, o que acabou gerando o acidente de Jules Bianchi, que morreu em 17 de julho desse ano.
Caso as condições climáticas não melhorem neste sábado no Texas, há aprerrogativa na F-1 de o treino classificatório e a corrida acontecerem no mesmo dia.
Em 2013, no GP da Austrália, o treino de classificação foi transferido para o domingo por conta das condições climáticas. No regulamento da F-1, não há nada específico sobre como proceder nestes casos.
Mesmo com todas as dúvidas que cercam no GP dos EUA no momento, há uma certeza: Lewis Hamilton pode consagra-se tricampeão mundial de F-1 de forma antecipada.
Explica-se: Sebastian Vettel e Kimi Raikkonen, da Ferrari, largarão dez posições no grid atrás da que conseguirem no treino classificatório. O motivo foi a utilização da quinta unidade motriz, uma acima do limite de quatro.
Com a punição a Vettel, a vida de Hamilton ficou mais fácil. O inglês lidera o Mundial com 302 pontos. O alemão da Ferrari soma 236.
Se Hamilton receber a bandeirada em primeiro - resultado possível diante do seu histórico de nove vitórias em 15 provas na temporada - e Vettel não terminar pelo menos em segundo, o inglês celebra a conquista.
UOL
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