Gabriel Paulista evita dar receita para parar trio MSN

23/02/2016

 Nesta terça-feira o Arsenal recebe o Barcelona pela partida de ida da Liga dos Campeões. O duelo promete muito, e mesmo jogando fora de casa, o Barça é considerado favorito no jogo, tudo claro, por conta do trio MSN, formado por Messi, Suárez e Neymar. Gabriel Paulista, zagueiro dos Gunners, disse que o time sabe como parar os atacantes, mas que não iria revelar o segredo.

Em conversa com o Portal da Band, o zagueiro falou sobre o bom momento que o Arsenal vive. Além de estar nas oitavas de final da Liga dos Campeões, é o terceiro no Campeonato Inglês e tem possibilidade real de título, que não vem desde 2004, e a pressão da torcida londrina para acabar com esse jejum.

Gabriel revela ainda o sonho de estar com a seleção brasileira na Copa do Mundo de 2018, que dificilmente voltaria a jogar no Brasil agora, pois quer fazer história na Europa e que, mesmo após um ano na Inglaterra, ainda não domina completamente o idioma. O defensor ainda preferiu se esquivar de uma polêmica com Diego Costa, com quem se envolveu em uma confusão durante um clássico. Confira a entrevista completa:

Portal da Band - O Arsenal enfrenta logo nas oitavas de final o Barcelona, grande favorito para conquistar a Liga dos Campeões. O que esperar dos Gunners para o duelo?
Gabriel Paulista: Não podemos negar que o Barcelona tem uma equipe fantástica, porém, não invencível. Estamos nos preparando para que possamos defender as cores do Arsenal a altura da história que este grande clube possui. Vamos entrar em campo determinados e empenhados para obter a classificação à próxima fase.

Para você, como zagueiro, como é enfrentar o trio MSN (Messi, Suárez e Neymar)? Como pará-los?
Posso afirmar que é um trio que exige muito respeito e acima de tudo atenção dos defensores não somente do Arsenal, mas de qualquer equipe que vá enfrentar o Barcelona. Infelizmente a fórmula não posso contar (risos), até por que essa informação pode chegar na Catalunha e derrubar a nossa estratégia.

A boa campanha no Campeonato Inglês, com a possibilidade real de título após um longo jejum do clube, pode atrapalhar o Arsenal na Liga dos Campeões? Há uma cobrança dos torcedores para vencer o certame nacional?
Em todo grande clube, e com o Arsenal isso não é diferente, existe uma imensa pressão por resultados e acima de tudo por títulos. Entendo que a campanha no Campeonato Inglês serve como estímulo para que possamos disputar as outras competições em que estamos envolvidos em grande nível, além de gerar o desafio de manter a regularidade nas distintas disputas.

O Arsenal nunca conquistou a Liga dos Campeões. Qual seria o significado de um título desses para você e para torcida?
Desde criança e, principalmente depois de me tornar atleta de futebol, sempre tive o sonho de jogar no futebol inglês. E hoje realizei o meu sonho, mas eles não param por aí. E sem dúvida, não somente eu, mas todos os meus companheiros querem e sonham com a conquista da Liga dos Campeões, que terá um peso enorme na minha carreira. Se pra mim terá um valor inestimável, imagine para o torcedor! 

Como é a convivência com Arsene Wenger? Em 2016 ele completa 20 anos no comando do Arsenal, sendo o treinador há mais tempo no comando de uma equipe de futebol atualmente. Qual é o diferencial do francês?
É um dos técnicos mais capacitados do mundo. Estou aprendendo e melhorando muito a minha condição tática e técnica com ele. O Wenger é muito talentoso e diferenciado. Ninguém fica em um clube como o Arsenal por 20 anos. Só o período em que ocupa este cargo já fala por si só os motivos pelos quais ele permanece no comando dos Gunners.

Em sua chegada ao Arsenal, Wenger foi só elogios para você. Houve uma polêmica entre jogadores de São Paulo e do Rio de Janeiro, em que ele disse que os cariocas são mais relaxados e os paulistas mais determinados. Ele chegou a comentar isso com você? Como você encarou isso?
Fiquei muito lisonjeado com os elogios dele, é claro. Mas a sensação que ficou naquele momento era a de que tudo o que foi feito desde o início da carreira no Taboão da Serra valeu a pena. Agora essa comparação realizada entre paulistas e cariocas, ele deve ter os seus motivos. Já o Gabriel Paulista é muito determinado, corajoso e um leão para trabalhar (risos).

Em um clássico contra o Chelsea, Diego Costa acabou provocando sua expulsão. O que aconteceu no lance? Muitos chamam Diego Costa de um jogador sujo, você concorda com isso?
Foi um lance em que tanto eu quanto o Diego agimos no calor da emoção. Cada um procurou defender o seu lado e nada mais. Esse já é um assunto superado, tanto que fui absolvido pela Comissão Disciplinar da Federação Inglesa (FA). Quanto a ele ser maldoso, não posso afirmar isso por que não o conheço pessoalmente e nunca trabalhei com ele. Mas, sem dúvida é um grande jogador.

Após um ano na Inglaterra, você já está totalmente adaptado ao país? Já fala inglês com fluência? Como é a vida em Londres?
A Inglaterra é um país fantástico. Não posso dizer que dessa água nunca mais beberei, mas vou lutar para que possa permanecer no futebol europeu por um tempo longo e retardar o máximo possível meu retorno ao futebol brasileiro. Isso se dá pela qualidade de vida e conhecimento que este continente nos proporciona. Já o idioma... estamos evoluindo bem!

Você ainda é muito novo. Quais são seus planos, suas metas para o futuro? Pensa em voltar para o Brasil um dia?
Tenho como plano fazer história no futebol europeu. E a minha meta é estar entre os convocados para defender a Seleção Brasileira na Copa do Mundo da Rússia. Entretanto, antes desejo ajudar a colocar o meu país em mais uma Copa do Mundo. Estou trabalhando pra isso. Não sei, tudo pode acontecer, mas não penso em voltar ao futebol brasileiro. Precisa ser melhor administrado para se organizar melhor.

Quais são as diferenças entre o futebol da Espanha e da Inglaterra?
O futebol praticado na Espanha, até pela fluência latina, é muito técnico e por isso atrai grandes nomes do futebol mundial, em especial, os latinos. Já o futebol inglês exige muito do preparo físico dos atletas por ter um modelo mais direcionado a força. O Arsenal se sobressai por ter jogadores habilidosos, não que as outras equipes não tenham, muito pelo contrário, porém, é isso que faz a diferença.


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