
A empresa que cuida dos direitos de imagem de Lionel Messi, astro do Barcelona, divulgou comunicado para explicar a situação do argentino diante das acusações do Tribunal Superior de Justiça da Catalunha por delitos de fraude fiscal. O atacante corre risco de pegar 22 meses de detenção, informaram autoridades espanholas nesta quinta-feira (08). Através de nota, o estafe do argentino informa que iniciará defesa.
A Leo Messi Management também questiona contradições no caso. "O Fisco não acusou o argentino de qualquer delito fiscal, mas sim discutiu amplamente os motivos que devem ser apontados para não acusá-lo". O comunicado vai além: "O Tribunal Superior de Justiça contradiz a solicitação e o critério do Fisco".
O estafe de Messi assegura que a defesa "terá a oportunidade de apresentar suas alegações ao juiz nas próximas semanas". A nota informa que "as provas que consideram oportunas" serão utilizadas, afim de mostrar que "a posição do Fisco, de não acusar Messi, é a correta".
Na última terça-feira, o Fisco espanhol pediu a prisão do pai de Lionel Messi, Jorge, por sonegação fiscal. O craque argentino foi considerado inocente.
O juiz encarregado de analisar o pedido do Fisco, por sua vez, rejeitou investigar apenas o pai do jogador pela criação de empresas de fachada para fraudar 4,16 milhões de euros, procedentes do uso de imagem do atleta entre 2007 e 2009, em paraísos fiscais como Uruguai, Suíça e Belize.
A Procuradoria Geral não aceitou as alegações de que o jogador não sabia como era feita a gestão de seu patrimônio nem estaria ciente das ações de Jorge Horácio. Desta forma, Messi foi considerado coautor dos crimes citados. Por ser considerado o principal responsável pelos delitos, o pai do atleta pode pegar 18 anos de prisão.
"Não se deve considerar impune quem usa terceiros para situações fraudulentas", afirmou a procuradoria.
Jorge Horacio é acusado de ter iniciado o "mecanismo fraudulento" quando o jogador ainda era menor de idade. Após 2005, quando Messi completou 18 anos, o pai "seguiu tomando todas as decisões relativas à exploração econômica" dos direitos de imagem do atacante do Barcelona.
Em depoimento, Jorge Horácio assumiu toda a responsabilidade pela gestão tributária dos rendimentos do filho - tese aceita pelo Fisco espanhol, que declarou que a participação do atleta foi "meramente formal".
Veja comunicado de Messi sobre o caso:
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