
Na goleada por 4 a 0 desta quarta-feira o torcedor conheceu mais um jovem jogador que estreou com a camisa do Santos na Vila Belmiro. O meia Vitor Frezarin entrou no segundo tempo e deu a assistência para o golaço de Marquinhos Gabriel que finalizou o placar.
O técnico Dorival Júnior aprovou os poucos minutos do jogador diante do time mineiro. "Já projeta-se coisas boas para um menino que fez apenas o Campeonato Paulista. Vamos com calma, mas é um garoto promissor", analisou.
O atleta de 21 anos chamou a atenção pelas grandes atuações no Botafogo de Ribeirão Preto, principalmente na Copa Paulista do ano passado e no Paulista deste ano, quando a equipe chegou até as quartas de final. As credenciais renderam elogios e comparações com um outro meia revelado na equipe do interior.
"O Raí é de Ribeirão e vi que ele me elogiou pela internet, disse que eu tinha um futuro brilhante, mas não falei com ele pessoalmente. Era um pouco comparado com ele naquela época, para mim é uma honra e um peso a mais né? Mas não me importo com isso, procuro fazer meu trabalho e fazer minha história", disse Vitor, em entrevista ao ESPN.com.br.
A grande desempenho na vitória diante do São Paulo por 2 a 0 pelo Estadual deste ano foi a redenção. O jogador não tinha oportunidades com Mazola Jr, mas após a demissão do treinador ele foi aproveitado por Régis Angeli e entrou após um jogador ser suspenso.
"Tudo parecia que estava voltado para mim. Dei bastante entrevista antes, minha mãe nunca tinha visto meu jogo no estádio, mas naquele dia ela foi e a motivação foi ainda maior. Foi um dia muito bacana, pude fazer um gol e me destacar", disse.
"Depois no doping falei com o Rogério Ceni, foi bacana porque ele me elogiou, deu parabéns pelo jogo, falou que meu chute foi no contrapé sem chance. Foi muito bacana porque é um cara que representa muito para o futebol", falou.
A sorte continuou ao lado de Vitor, já que no jogo seguinte outro meia ficou suspenso e ele não saiu mais do time titular até o fim da competição. O time da Vila Belmiro contratou o meia.
"Acertei com o Santos porque é um time muito grande e tem histórico de trabalhar bem com jovens jogadores. Fiquei 25 dias no time Sub-23 treinando e nesse período enfrentamos duas vezes os profissionais, então o Dorival gostou do meu futebol e pediu para eu subir para o elenco de cima", recordou.
O treinador é dos fatores que Vitor aponta para que tenha sucesso com a camisa santista. "É um cara muito bacana e sabe trabalhar com a gente, conversa muito com jogador. É muito bacana estar junto de caras como Renato Ricardo Oliveira e Lucas Lima, entre outros. A gente aprende um pouco a cada dia, tenho os pés no chão e sei que tenho que trabalhar muito aqui", comemorou.
O jogador nascido em Monte Alto, interior paulista, desde cedo é tratado como uma joia. Com apenas 15 anos atuou em uma Copa São Paulo pelo Comercial de Ribeirão Preto, passou pelo Monte Azul-SP e Bahia antes de chegar ao Botafogo-SP.
No time que revelou Raí e Sócrates foi um dos destaques do vice-campeonato paulista Sub-20, perdendo a final para o Mogi Mirim do atacante Rivaldinho, filho do pentacampeão Rivaldo. Em 2014 subiu aos profissionais e atuou por nove vezes no Paulista, sendo depois o destaque da equipe que foi derrotada na final da Copa Paulista pelo Santo André.
Vitor morava nos alojamentos do clube e foi tratado como xodó da torcida, que o apoiva mesmo quando não era relacionado no Estadual deste ano. "Eles gostavam muito de mim, por ter tido boas campanhas e se identificaram comigo. Nunca deixei de acreditar nisso, de lutar e defender o time", disse.
Vitor agora tem o sonho de conquistar a torcida e mostrar seu talento, que não veio de família. "Por incrível que pareça, meu pai não chutava bola, é impressionante que eu tenha saído jogador (risos)", finalizou.
ESPN.com.br
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