
Apesar de ter vencido por 2 a 1 o jogo de ida da semifinal da Copa do Brasil, contra o Palmeiras, o Fluminense saiu revoltado com a atuação do árbitro Leandro Vuaden. Não faltaram criticas do presidente Peter Siemsen e do vice Mário Bittencourt ao juiz, reclamações que foram para a súmula e que podem complicar a vida dos cartolas.
“No momento do acesso a zona mista, escoltados pelo policiamento, após o termino do jogo, o senhor Peter Siemsen, presidente do Fluminense Football Club, veio em minha direção proferindo aos gritos as seguintes palavras: “safado, ladrão, pilantra, seu filho da p..., fazedor de resultado, você apita para os ricos. Eu te conheço de outros tempos, você é a vergonha da arbitragem", informo ainda que o citado veio correndo em minha direção, sendo contido pelo policiamento”, relatou Vuaden sobre o presidente.
Em seguida, registrou as ofensas de Bittencourt: “No que ingressávamos no vestiário, identificamos o senhor Mário Bittencourt, vice presidente de futebol do Fluminense Football Club, que proferiu as seguinte palavras: "safado, ladrão, filho da p..., pode colocar na súmula, você veio fu... o Fluminense.", o mesmo foi contido pelo policiamento”.
A maior indignação do Tricolor ficou por conta do pênalti marcado de Gum em Zé Roberto. O lance revoltou Siemsen, que chegou a pedir a renuncia de Sérgio Corrêa em desabafo na zona mista.
“Nós vamos dar a vida em São Paulo por essa vaga. Mas você, árbitro (Vuaden), prejudicou demais o Fluminense. Mata-mata não pode ter árbitro fraco, ruim, e árbitro que favorece o adversário. Isso é inaceitável e espero que o Sérgio (Corrêa) renuncie porque a cota dele como chefia de arbitragem acabou”.
Mesmo não estando envolvido em toda essa polêmica, o goleiro palmeirense Fernando Prass rebateu as acusações do Fluminense e pediu uma maior punição aos clubes para que este tipo de declaração acabe.
“No Brasil, quando fizeram as arenas, tinha aquele problema da proximidade, de não ter mais a contenção, e muita gente ficou preocupada e se criou um regulamento que qualquer copo que se jogasse era punido com perda de mando de campo, e no Brasil não se vê mais isso. Enquanto não se criar um regulamento que puna qualquer dirigente que seja, do Palmeiras ou do Fluminense, que afronte o juiz na saída do campo, que falte com o respeito com o juiz, e o clube não for punido, não perder mando de campo, enquanto só o dirigente for punido, não vai mudar nada. Infelizmente, no Brasil tem que se educar pelo rigor da punição. Não sei se errou ou não, não tenho a mínima condição de emitir opinião pela distância que estava, mas se errou, errou contra o Fluminense, errou contra o Palmeiras no jogo passado, quer dizer, o problema da arbitragem no Brasil, creio eu, não é de desonestidade ou mau-caratismo, é em muitas vezes a falta de uma condição melhor e qualidade técnica melhor. Mas se for levantar os erros contra todas as equipes, fica tudo mais ou menos equilibrado”.
Reclamações à parte, Prass analisou o jogo e deu muita importância ao gol marcado fora de casa.
“Todo mundo tem que concordar que um gol nos ajuda muito, ainda mais um gol marcado fora de casa. Com o regulamento da Copa do Brasil, tem uma diferença enorme, 2 a 0 a gente teria que fazer 3 a 0 e não podia tomar gol. Agora muda para 1 a 0 que a gente passa. A eliminatória começou igual e agora o Fluminense tem uma vantagem, que a gente vai ter que reverter dentro de casa. Se for ver (a atuação) em relação ao primeiro tempo, tem uma melhora sensível, mas é uma vantagem que o Fluminense tem e a gente vai ter que reverter”.
Band.com.br
Neymar no Final de Vingadores: A Homenagem Perfeita
Rio Paraba registra forte correnteza e moradores se arriscam em ponte
Encerramento do 120 Conselho Regional de Obreiros em Bananeiras