PF faz buscas na sede da CBF; dirigente diz que entidade no investigada

01/10/2015

 A Polícia Federal esteve na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) nesta quinta-feira de manhã para realizar buscas de documentos relacionados à Operação Acrônimo. Em contato com o UOL Esporte, o secretário-geral da CBF, Walter Feldman informou que a investigação não tem qualquer relação com a CBF.

A polícia investiga irregularidades na campanha de Fernando Pimentel (PT/MG) para o Governo de Minas Gerais. Informações cruzadas levaram a PF a conferir documentos na sede da entidade carioca. 

O elo entre CBF e a operação é o ex-relações públicas da CBF, Mario Rosa, que coordenou a campanha de Fernando Pimentel (e que trabalhou também com José Dirceu, e Antonio Palocci).

Fernando Pimentel é investigado por receber vantagens indevidas de empresas que mantinham relações comerciais com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), vinculado ao ministério do desenvolvimento, que ele comandou de 2011 a 2014.

Os agentes fazem buscas em endereços de pessoas ligadas ao petista, entre elas o presidente da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), o também ex-ministro do Desenvolvimento Mauro Borges. Ele é amigo de Pimentel e seu apadrinhado político.

A PF cumpre cerca de 40 mandados de busca e apreensão em cidades como Belo Horizonte e em Brasília. A ação foi autorizada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A Acrônimo, desencadeada inicialmente em maio, tem também como alvos a primeira-dama de Minas, Carolina Oliveira, e o empresário Benedito Rodrigues, colaborador de campanhas de Pimentel e suspeito de desviar recursos de contratos do governo federal com suas empresas.

UOL




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