Polcia encontra 14 carcaas de animais no Complexo do Maracan

12/03/2016

 O secretário de Promoção e Defesa dos Animais do Rio de Janeiro, Luiz Carlos Ramos Filho, denunciou nesta sexta-feira que há uma desova de animais no Complexo do Maracanã. Acompanhado da Delegacia de Polícia do Meio Ambiente, ele foi ao local e comprovou que as denúncias que havia recebido eram verdadeiras. Lá, o grupo pôde avistar pelo menos 14 carcaças espalhadas pelo Parque Aquático Julio Delamare e pelo Estádio de Atletismo Célio de Barros.

Em entrevista ao Portal da Band, Luiz Carlos Ramos Filho descreveu a situação que encontrou no local.

“Vimos animais mortos em volta da piscina do Julio Delamare. Também havia animais mortos no Célio de Barros. Depois, me afastei um pouco do grupo e entrei em um prédio sem luz. Quando acendi a luz do celular, enxerguei dois cães dentro de uma piscina com pouca água, já em estado de hipotermia (foto abaixo)”, narrou o secretário, que disse que os cães foram encaminhados a um veterinário e estão disponíveis para adoção.

No Julio Delamare, os restos dos animais estavam caídos em volta da piscina, gerando a suspeita de que tenham sido envenenados. Já no Célio de Barros, as carcaças apresentavam sinais de dilaceramento, o que indica que algum outro animal de maior porte tenha sido colocado no local para matar os outros. No total, foram avistados superficialmente os restos de 14 bichos. O número pode ser maior, já que a polícia não chegou a fazer uma varredura no local.

A reportagem tomou conhecimento que nem a Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude, nem o Comitê Rio 2016 – 
que cuida do Maracanã até o fim da Olimpíada – e tampouco a Casa Civil souberam responder à polícia quem é o responsável pelo Parque Aquático Julio Delamare.

O próprio Consórcio Maracanã se eximiu da culpa, de acordo com Luiz Carlos Ramos Filho. “Eles falaram que não sabiam, mas é visível a situação lá”, assegurou o secretário.

A lei ambiental permite que tanto pessoas físicas como jurídicas possam responder pelo crime. Ou seja, isso significa que os administradores do Consórcio Maracanã – ou quem quer que responda pelo local – podem ser indiciados.

A pena de maus tratos prevê reclusão de três meses a um ano para pessoas físicas. Já a punição para pessoa jurídica seria multa.

A reportagem tentou contato com o Consórcio Maracanã, que não respondeu às perguntas enviadas.


Band.com.br




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