"Precursor", Nordesto paga mais e contesta legitimidade de nome "Primeira Liga"

13/02/2016

 Depois de atrair mais de 100 mil pessoas em suas últimas finais, a Copa do Nordeste começa neste fim de semana e promete dividir entre seus participantes R$ 14,82 milhões em sua nova edição. A premiação é praticamente três vezes maior que a da Primeira Liga, que arrecadou inicialmente apenas R$ 5 milhões com a venda de seus direitos de transmissão. A distância financeira acirra a rivalidade entre os torneios.

Entre os membros do Nordestão, o nome definido pelos clubes para batizar a Copa Sul-Minas-Rio provocou ‘ciumeira‘.

Em contato com a reportagem doESPN.com.br, cartolas chegaram a contestar a escolha e sugeriram uma dose de arrogância por indicar um pioneirismo supostamente descabido nesse caso.

Os fundadores da Primeira Liga deixaram claro desde a sua fase embrionária, no entanto, que a inspiração vem da Premier League inglesa.

Assim como não escondem, claro, que a competição deve crescer nos próximos anos e pretendem atrair outros times - inclusive, do próprio Nordeste. O seu representante mais forte hoje politicamente, o Bahia chegou a conversar informalmente no último semestre para entrar como um de seus membros, sem abrir mão da Copa do Nordeste.

 

O Nordestão foi lançado em 1994, excluído do calendário pela CBF em 2003 e voltou em definitivo em 2013, em um acordo que livrou a entidade de uma indização na Justiça que beiraria os R$ 38 milhões.

Desde o seu retorno, tem sido sucesso absoluto.

Sobretudo, em função da rivalidade cada vez mais acirrada entre seus estados, de seus clássicos e de personagens que construíram o folclore da Lampions League, como é popularmente chamada.

Nos bastidores, o torneio ainda deixa a desejar.

Existe crítica em relação à inércia de sua diretoria, que não promove reuniões entre seus membros para o fortalecimento da região, por exemplo. Reeleito, o seu presidente Alexi Portela enfrentou forte resistência no último pleito da entidade.

A princípio, foi uma costurada uma aliança formada por Bahia, Santa Cruz e América-RN e outros que pretendia lançar o soteropolitano Marcelo Sant‘Ana como presidente. Um bloco viajou, inclusive, a Salvador para convencê-lo, sem sucesso, a lançar o seu nome. Posteriormente, o potiguar Eduardo Rocha, vice-presidente, também teve a sua volta ao cargo cogitada.

A CBF, no entanto, entrou em cena e, através de lobby, conseguiu derrubar o movimento e manter Alexi à frente.

Com Paulo Roberto Falcão, Lisca ‘Doido‘, Hernane ‘Brocador‘, Grafite e Athirson estreando no banco de reservas, o Nordestão tem o clássico entre Santa Cruz e Bahia marcado em sua primeira rodada.


ESPN.com.br




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