Seleo no perde um amistoso h 2 anos. Mas est pronta para jogos oficiais?

09/09/2015

 

Equipe de Dunga deixa boa impressão em goleada sobre EUA, chegando a 21 vitórias seguidas, invicta desde agosto de 2013. Esse sucesso, porém, não tem se traduzido para a hora que vale

Ao vencer os Estados Unidos por 4 a 1 nesta terça-feira, a seleção brasileira alcançou uma marca que teria tudo para ser significativa: a equipe já soma 21 vitórias consecutivas em jogos amistosos. O problema é que o sucesso em partidas preparatórias não se transferiu para suas últimas duas competições oficiais. Às portas das eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018, então, fica a dúvida sobre o quanto esse retrospecto deve ser valorizado.

Internamente, a confiança é de que sim. Que estão prontos para o próximo desafio. “O time está bem preparado, tocando bem a bola. Os gols saíram. Comentei da última vez que estávamos criando as chances, mas sem marcar. Foi diferente agora”, afirmou o meia-atacante Douglas Costa, destaque no início de temporada europeia pelo Bayern de Munique. “O time está evoluindo. Com a sequência de treinos, as jogadas vão saindo com mais naturalidade. Houve bons lances pelo meu lado, com o Fabinho”, disse Willian, outro titular.

Ironicamente, a última derrota da equipe em um amistoso aconteceu justamente depois da conquista da Copa das Confederações de 2013. Foi no dia 14 de agosto daquele ano, contra a Suíça, ainda sob o comando de Luiz Felipe Scolari. Desde então, o time viu seu sonho de hexacampeonato se despedaçar de maneira dolorosa na Copa do Mundo em que foi o anfitrião.

Felipão deu lugar a Dunga, e o novo velho treinador da seleção pôde fazer 12 partidas-teste até a Copa América. O aproveitamento foi de 100%, superando adversários do porte de Argentina (2 a 0), França (3 a 1) e Chile (1 a 0) no caminho. Quando foi a hora de disputar os jogos que valiam de verdade, porém, a equipe sofreu. Foi derrotada pela Colômbia e acabou eliminada logo nas quartas de final pelo Paraguai, em disputa de pênaltis.

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Na retomada do trabalho, Dunga promoveu algumas mudanças, mas nenhuma revolução. Os veteranos Kaká e Hulk estavam de volta. Novas caras apareceram no banco, como Lucas Moura e Rafinha. Thiago Silva foi deixado de lado. Como resposta, superaram Costa Rica e, agora, os Estados Unidos.

Em ambos os jogos, o treinador procurou, enfim, limitar os minutos de seu principal jogador, Neymar. Primeiro porque o craque do Barcelona ficou mais de duas semanas parado para se recuperar de uma caxumba. Além disso, carregando gancho da Copa América, ele não poderá participar das duas primeiras partidas das eliminatórias sul-americanas. Os primeiros adversários são o Chile, em Santiago, no dia 8 de outubro, e a Venezuela, no Castelão, no dia 13.

Essa era uma dúvida que pairava sobre a seleção antes desses últimos testes. Contra a Costa Rica, Neymar jogou apenas os nove minutos finais. Contra os Estados Unidos, porém, foi acionado logo no início da segunda etapa e desequilibrou as ações em campo. Marcou dois gols e ainda participou a jogada do gol de Rafinha. Foi determinante. A seleção vai se virar sem ele? “Ninguém substitui ninguém, mas já tínhamos jogado sem o Neymar contra o México (vitória por 2 a 0 em junho) e até mesmo na Copa América e tivemos um bom comportamento. Isso aconteceu novamente agora”, disse Dunga.

Para a abertura das eliminatórias, todavia, o técnico encontrou um modo de jogar a pressão para o outro lado. Para ele, no primeiro jogo, o favorito é o Chile.  "Logicamente a autoestima do Chile é bem maior. Tem a obrigação de ganhar do Brasil. Mas é uma equipe rápida, de boa qualidade técnica", disse.

Por iG 




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