Veja por que Manchester United vai economizar "troco" na compra de Pogba

21/07/2016

 O Manchester United proporcionará o maior negócio da história do futebol ao pagar 120 milhões de euros (R$ 430,7 milhões, na cotação atual) para tirar Paul Pogba da Juventus, segundo informa o jornal francês L‘Équipe. Porém, nem todo esse montante irá sair dos cofres do clube inglês. Uma pequena parte irá permanecer com os Red Devills - 1,5%, para ser mais exato.

De acordo com o mecanismo de solidariedade da Fifa, que foi criado para favorecer o formador de um atleta, o United tem direito a esta fatia por ter contado com o volante na base. Ele ficou entre 2009 e 2012 na equipe, o que dá direito a 0,5% ao ano.

Assim, o Manchester irá ficar com 1,8 milhão (R$ 6,46 milhões) dos 120 milhões de euros, o que não deixa de ser um mero troco para quem irá realizar a transferência mais cara da história do futebol.

O negócio, caso confirmado, permitirá o atleta de 23 anos reescrever sua história no time inglês. Contratado em 2009 junto ao Le Havre, quando tinha 16 anos, o meio-campista subiu para os profissionais em 2011, mas nunca caiu nas graças do técnico Sir Alex Ferguson, fazendo apenas sete jogos, e todos começando no banco de reservas e entrando no decorrer da partida. Foram três duelos de Premier League, um de Copa da Liga e um de Liga Europa.

 

Sem chances na Inglaterra, Pogba acertou um pré-contrato com a Juventus, para a qual foi em julho de 2012, depois que seu vínculo com o United expirou - os ingleses receberam apenas 800 mil libras (R$ 3,45 milhões) como compensação.

Só que Ferguson não gostou nada da história, e acusou o francês de desrespeitar os Red Devils neste processo. De acordo com o Sir, o time de Manchester ainda estava esperando o atleta amadurecer, e estava pronto para lhe oferecer um novo contrato.

"Pogba assinou com a Juventus há muito tempo, pelo que sabemos. Estou desapontado. Não acho que ele demonstrou respeito nenhum por nós, para falar a verdade", disparou o escocês, no dia em que anunciou que Paul estava de saída.

"Na verdade, fico até feliz que, se os jogadores querem fazer as coisas dessa maneira, que façam longe da gente", ironizou Ferguson, questionando o caráter do meio-campista.

ESPN.com.br

 




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