
“Esse ajuste sublinha a necessidade de a Europa continuar a investir mais em defesa e assumir uma maior parcela da responsabilidade pela nossa segurança compartilhada — onde já estamos vendo progressos desde que os Aliados concordaram em investir 5% do PIB na Cúpula da Otan em Haia no ano passado", afirmou a porta-voz da Otan, Allison Hart.
Os Estados Unidos anunciaram, na sexta-feira (1º), a retirada de 5.000 soldados da Alemanha, aliada da Otan, à medida que se amplia o distanciamento entre o presidente Donald Trump e a Europa sobre a guerra do Irã.
Trump havia ameaçado uma redução das forças no início desta semana depois de discutir com o chanceler alemão, Friedrich Merz, que disse na segunda-feira (27) que os iranianos estavam humilhando os EUA nas negociações para acabar com a guerra de dois meses.
Uma autoridade de alto escalão do Pentágono, falando sob condição de anonimato, disse que a recente retórica alemã foi “inapropriada e inútil.”
“O presidente está reagindo com razão a esses comentários contraproducentes”, disse o funcionário.
O Pentágono disse que a retirada deverá ser concluída nos próximos seis a doze meses.
O funcionário disse que a retirada traria os níveis de tropas dos EUA na Europa de volta aos patamares anteriores a 2022, antes que a invasão da Ucrânia pela Rússia desencadeasse um aumento pelo então presidente norte-americano, Joe Biden.
A Alemanha é o maior local de base das forças armadas dos EUA na Europa, com cerca de 35 mil militares na ativa, e serve como um importante centro de treinamento.
Do R7, com Reuters
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