EUA pedem que Turquia apresente provas de que Gulen organizou golpe

16/07/2016

O secretário de Estado americano, John Kerry, pediu neste sábado (16) que a Turquia apresente provas de que o clérigo Fetullah Gullen, residente nos Estados Unidos, seja  o responsável pela tentativa de golpe de Estado na noite da última sexta-feira (15). O confronto entre as Forças Armadas e parte da população deixou 265 mortos - 161 civis e 104 militares contrários ao governo de Recep Tayyip Erdogan.

Erdogan havia pedido aos Estados Unidos que extraditassem Gulen, acusado de ter organizado o golpe. "Ou vocês deportam Gulen ou o entregam para nós", afirmou o presidente em pronunciamento dado neste sábado. Ele também disse que depois da extradição do "mentor do terror", "muita coisa irá mudar na Turquia".

Kerry, que estava em visita oficial a Luxemburgo, mostrou seu apoio ao governo turco após o golpe fracassado, mas pediu que Erdogan compartilhe provas do envolvimento de Gulen com os serviços de inteligência americanos, de acordo com os jornais locais "Luxemburguer Wort" e "Tageblatt".

"Não recebemos nenhum pedido do governo turco sobre a extradição de Gülen por enquanto, mas esperamos que haja perguntas", indicou o chefe de diplomacia americana à imprensa de Luxemburgo.

O secretário de Estado, que falou com os jornalistas depois de se reunir com o ministro das Relações Exteriores de Luxemburgo, Jean Asselborn, disse que "convidará, como sempre faz, ao governo turco que compartilhe qualquer tipo de informação legítima que receber".

 

O governo da Turquia criticou abertamente os EUA por abrigarem Gulen, considerado como o responsável pelo golpe. Mais cedo, Obama havia dito que colaboraria com as investigações, mas que os Estados Unidos precisariam de provas. A Casa Branca divulgou, inclusive, um comunicado sobre o assunto: "O presidente (Obama) e sua equipe lamentam a perda de vidas humanas e destacam a necessidade vital para todas as partes na Turquia de agir respeitando o Estado de direito e evitar qualquer ação que possa gerar novos episódios de violência ou instabilidade."

G1




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