
As forças israelenses evacuaram sem incidentes nesta sexta-feira (22) dois edifícios ocupados por dezenas de judeus em Hebron, na Cisjordânia ocupada. Cerca de 80 pessoas foram retiradas e as propriedades fechadas, indicou um porta-voz da polícia, Micky Rosenfeld. A grande maioria deixou o prédio sem resistência.
Dezenas de israelenses invadiram na quinta-feira os dois edifícios, que afirmam ter comprado no centro de Hebron. Sua chegada provocou confrontos com os palestinos.
A instalação de colonos judeus em meio à população palestina é muito controversa, particularmente em Hebron, onde vivem cerca de 500 colonos entre 200 mil palestinos.
Hebron, a maior cidade do território palestino ocupado por Israel, é sagrada para judeus e muçulmanos: em seu centro histórico estão enterrados Abraão e os patriarcas, venerados por judeus e muçulmanos, no Túmulo dos Patriarcas para os judeus ou a Mesquita de Abraão para os muçulmanos.
Os dois edifícios ocupados pelos judeus na quinta-feira estão localizados perto deste monumento religioso.
Yishai Fleisher, porta-voz da comunidade judaica local, declarou que os edifícios, vazios, foram compradas legalmente de seus proprietários palestinos.
Mas um funcionário da Defesa israelense indicou na quinta-feira que os colonos não apresentaram qualquer documento de título da propriedade e que não foram autorizados a ocupar as construções.
Hebron concentra a maior parte dos confrontos violentos e ataques que ocorrem na Cisjordânia, em Jerusalém e em várias partes do território israelense, e que já deixaram 155 palestinos e 24 israelenses mortos desde 1º de outubro, de acordo com uma contagem da agência France Presse.
AFP
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