
Os líderes de 11 países da UE e outras três nações de fora do grupo se encontraram para debater maneiras de lidar com o número crescente de migrantes. A maioria desses imigrantes, que incluem refugiados dos conflitos em Síria, Iraque e Afeganistão, quer asilo político na Alemanha, país que mais tem recebido pessoas nos últimos meses.
Mais de nove mil migrantes chegaram na Grécia todos os dias na última semana, o índice mais alto do ano até agora.
O fluxo de imigrantes está causando verdadeiros engarrafamentos humanos em diversos países europeus e os governos acusam um aos outros de simplesmente transferir as pessoas em busca de asilo, passando adiante o problema.
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Em Bruxelas, a Grécia concordou em abrir centros de recepção com lugar para 30 mil pessoas até o fim do ano.
A agência para refugiados da ONU, UNHCR, conseguirá mais 20 mil lugares no mesmo período.
Centros de recepção com mais 50 mil vagas serão abertos em países dos Bálcãs, que são as rotas mais populares para os migrantes que tentam chegar à Alemanha e à Escandinávia.
Também como parte do acordo, os países concordaram em:
"Este é um dos testes mais difíceis que a Europa já enfrentou", disse a chanceler alemã Angela Merkel.
Países dos Bálcãs – como Bulgária, Romênia e Sérvia – dizem não ter recursos suficientes para lidar com o número de migrantes chegando à região.
O gargalo também foi criado pela decisão da Hungria de fechar suas fronteiras com a Servia e a Croácia, forçando os migrantes a buscar rotas alternativas para o norte.
As nações balcânicas querem pressionar a UE adotar controles imigratórios mais rígidos na chegada dos imigrantes à Grécia e Turquia, os principais pontos de entrada.
O primeiro-ministro da Croácia, Zoran Milanovic, e o presidente da Eslovênia, Borut Pahor, disseram que as negociações deste domingo só seriam um sucesso caso houvesse um acordo sobre estes controles. No entanto, os países não chegaram a uma conclusão sobre medidas neste sentido.
A correspondente da BBC News em Bruxelas Lucy Williamson, disse que o encontro foi marcado por "resmungos, súplicas e muitas respostas ácidas".
"Às vezes era difícil lembrar que todos os líderes aqui diziam querer a mesma coisa: pôr um fim ao caos que é cada vez mais presente nas rotas de migração pelos Bálcãs. Eles não concordam sobre a maneira de fazê-lo."
O fechamento de fronteiras poderá tornar ainda mais grave a situação das massas de imigrantes que vêm entrando em território europeu, especialmente no momento em que o inverno no continente se aproxima.
BBC
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