Rússia dispara míssil hipersônico após Alemanha e EUA enviarem tanques ‘revolucionários’ à Ucrânia
27/01/2023
Um dia após mobilização internacional, Moscou realizou bombardeios que deixaram ao menos 11 pessoas mortas. (Foto: Kyivcity.gov.ua / CC 4.0)
Um dia depois de autoridades militares ocidentais de países como Alemanha, Espanha, Estados Unidos e Polônia terem prometido tanques à Ucrânia, as Forças Armadas da Rússia realizaram, nesta quinta-feira (26), bombardeios que deixaram 11 pessoas mortas e 11 feridas.
De acordo com um porta-voz da Ucrânia, a maior parte dos danos foi na capital do país, Kiev, onde também fica a sede do governo federal. Ao menos 20 mísseis tinham como alvo a região.
O general ucraniano Valeriy Zaluzhnyi afirmou que o país conseguiu interceptar 47 dos 55 mísseis disparados pela Rússia nas últimas horas. O militar ainda disse que as forças de Moscou chegaram a utilizar o míssil hipersônico Kh-47, que também foi abatido.
Além disso, 24 drones Shahed de fabricação iraniana foram derrubados durante a noite, segundo as forças ucranianas.
O Kremlin afirmou que essa entrega de equipamento pesado significou o "envolvimento direto" das potências ocidentais no conflito e intensificou a ofensiva também em várias áreas da região de Donetsk, no leste da Ucrânia.
Kiev e outras regiões continuaram com cortes de energia de "emergência" para "evitar grandes danos à infraestrutura de energia", informou a operadora DTEK.
Depois de vários reveses militares, em meados do ano passado, o Kremlin mudou de estratégia e, em outubro, começou a atacar transformadores e usinas de energia da Ucrânia. Desde então, o número de apagões se multiplicou, deixando milhões de civis ucranianos sem água potável nem aquecimento no auge do inverno.
Do R7, com informações da AFP e da Reuters
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