
Após os terremotos, dezenas de réplicas foram registradas, aumentando a preocupação das equipes de emergência e da população.
Segundo a agência americana, os tremores podem ter causado de 10 mil a 100 mil mortes.
Diante da dimensão da tragédia, a presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, decretou estado de emergência nacional e mobilizou forças de defesa civil, bombeiros e equipes de resgate para atuar nas áreas mais atingidas.
Em pronunciamento transmitido pela televisão estatal, a mandatária pediu união à população e destacou que a prioridade do governo é salvar vidas.
As regiões mais afetadas incluem Caracas e o estado de La Guaira, onde edifícios desabaram e milhares de pessoas precisaram deixar suas residências.
Hospitais trabalham sob forte pressão para atender os feridos, enquanto equipes de busca continuam procurando desaparecidos em áreas atingidas pelos colapsos estruturais.
O principal aeroporto internacional do país, em Maiquetía, teve operações suspensas após relatos de danos em sua infraestrutura. Autoridades também determinaram a suspensão de aulas e de atividades não essenciais em várias localidades até a conclusão das inspeções de segurança.
Especialistas do USGS alertam que o número de vítimas pode aumentar à medida que as operações de resgate avançam e novas informações chegam das áreas mais afetadas. Os terremotos já são considerados os mais devastadores registrados na Venezuela em décadas.
O serviço meteorológico dos Estados Unidos emitiu um alerta de tsunami para as áreas costeiras de Porto Rico, das Ilhas Virgens Britânicas e da Venezuela.
Do R7, com Estadão Conteúdo e Reuters
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