A The Economist observa que, desde a vitória do presidente Donald Trump, nos EUA, Lula não fez “nenhum esforço para estreitar laços com os Estados Unidos”, e vem cortejando a China.
Também menciona a nota que o Ministério das Relações Exteriores publicou, coondenando “veementemente” os ataques dos EUA às instalações nucleares do Irã. Para a revista, o tom adotado pelo Itamaraty foi “agressivo” e distoou das demais democracias ocidentais.
A reportagem ainda menciona a avaliação do professor da Fundação Getulio Vargas (FGV), Matias Spektor, que defende:
– Quanto mais a China transforma o Brics em um instrumento de sua política externa, e quanto mais a Rússia usa o Brics para legitimar sua guerra na Ucrânia, mais difícil será para o Brasil continuar dizendo que não é alinhado – disse o pesquisador.
A reportagem pondera que o presidente “parece relutante ou incapaz” de unir as nações latino-americanas contra as deportações de imigrantes nos EUA e a guerra tarifária promovida por Trump, e demonstra indisposição para adotar o tom pragmático de diálogo com a Argentina de Javier Milei, segunda maior economia da América Latina.
Em relação ao cenário interno, o The Economist citou a derrubada do decreto que aumentou o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) como um exemplo da fragilidade do atual governo no Congresso.
– [Bolsonaro] ainda não escolheu um sucessor para liderar a direita. Mas se o fizer e a direita se unir a essa pessoa antes das eleições de 2026, a presidência será deles – conclui a revista.
Por Thamirys Andrade - Pleno News