Acidente em Piles: famlias vo Justia e cobram indenizao de R$ 3,4 milhes

27/02/2026
Foto: Reproduo/Redes sociais
Foto: Reproduo/Redes sociais

Familiares e vítimas do acidente que resultou na morte de dois adolescentes em Pilões, em abril do ano passado, travam uma batalha na justiça em busca de indenização. Os processos foram movidos contra a Prefeitura Municipal e Adriano da Silva, proprietário da empresa responsável pelo ônibus escolar que tombou enquanto levava estudantes para Guarabira, também no Brejo.

De acordo com apuração do Portal MaisPB, os autores das ações pedem indenização superior a R$ 3,4 milhões. A maior parte dos valores é pleiteada pelas famílias de Fátima Antonela, de 16 anos, e Gustavo Batista Belo da Silva, de 13 anos, que morreram no local do acidente, em 1º de abril de 2025. 

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Eles pedem R$ 720 mil cada e argumentaram, junto à Justiça, que sofrem com “dor, sofrimento e angústia” com a partida precoce dos jovens.

Fátima Antonela e Gustavo Batista morreram no local do acidente

Outra vítima que teve a perna amputada busca ser indenizada em R$ 500 mil por danos morais (R$ 300 mil) e estéticos ( R$ 200 mil). As indenizações dos demais variam entre R$ 100 e R$ 300 mil.

A redação fez contato com a Prefeitura de Pilões, mas foi informada que não teria ninguém que pudesse responder aos questionamentos da reportagem sobre a ação.

Pilões: acidente com ônibus foi causado por falha em peça de R$ 25

O inquérito da Polícia Cvivil apontou que o ônibus que tombou sofreu uma falha no sistema de freios que foi causada por um vazamento em uma mangueira de ar comprimido.

Segundo as investigações, a peça defeituosa, que custava apenas R$ 25, estava instalada no pneu dianteiro esquerdo do ônibus. O vazamento de ar comprimido comprometeu totalmente a eficácia do sistema de frenagem, sendo apontado como a principal causa do acidente.

“O vazamento de ar comprometia a eficácia do sistema de freio e ainda verificamos que aquele ônibus ele não se encontrava vistoriado pelo órgão competente de trânsito, então como se não bastasse todas essas falhas, o veículo continuava transitando e a prefeitura não disponibilizou nenhum servidor para fiscalizar a execução daquele serviço em um ônibus que encontrava com aquelas falhas, ressaltando que a mangueira onde se encontrava esse vazamento de acordo com o levantamento, custa 25 reais”, revelou o delegado Walter Brandão.

Além da falha na mangueira, a perícia técnica constatou outras irregularidades no veículo:

– Ausência de cintos de segurança em todas as poltronas dos passageiros;

– Falta do disco do tacógrafo  (o que impossibilita o controle da velocidade);

– Inexistência de vistoria por órgão de trânsito competente;

“Diante de toda essa negligência, imprudência, imperícia, constatamos a culpa do proprietário da empresa qual este ônibus está vinculado, como também do secretário de educação do município de Pilões e do diretor de transportes”, complementou o delegado Walter Brandão.

O dono da empresa proprietária do ônibus Adriano da Silva, o secretário de educação Fabiano Cassimiro e o diretor de transporte do município Francisco José Fernandes de Souza foram indiciados por duplo homicídio culposo no trânsito e por lesão corporal culposa.

A pena para homicídio culposo no trânsito pode chegar a 4 anos de prisão, enquanto a de lesão corporal culposa vai até 2 anos. A parte da investigação que envolve a prefeita de Pilões, Soraya Ferreira da Cunha, foi encaminhada ao Tribunal de Justiça da Paraíba, já que ela possui foro privilegiado.

Tragédia

Um ônibus escolar tombou na Ladeira do Espinho, em Pilões, no dia 1° de abril de 2025. O acidente aconteceu na rodovia PB-077. Após o acidente, o Corpo de Bombeiros confirmou a morte de dois estudantes: Fátima Antonela, de 16 anos, e Gustavo Batista Belo da Silva, de 13 anos.

Acidente aconteceu em abril, deixando dois estudantes mortos

Além deles, 29 alunos ficaram feridos e foram socorridos para o Hospital Regional de Guarabira. Desses, sete foram transferidos para o Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa.

Quatro dos sete estudantes socorridos para o Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa, sofreram traumatismo craniano.

MaisPB




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