Na PB: família tem quatro pessoas diagnosticadas com chikungunya

16/08/2020
Outras cinco pessoas do mesmo convívio apresentaram sintomas de arboviroses. Pacientes suspeitam da existência de dois focos do Aedes aegypti no entorno da casa em que moram.
Outras cinco pessoas do mesmo convívio apresentaram sintomas de arboviroses. Pacientes suspeitam da existência de dois focos do Aedes aegypti no entorno da casa em que moram.
Sintomas como dores no corpo, na cabeça, febre e até manchas foram o sinal de alerta para a família do propagandista Luciano Alves Melo, que mora no bairro do Bessa, em João Pessoa. Ele e mais três familiares testaram positivo para chikungunya e outras cinco pessoas do mesmo convívio apresentaram sintomas de contaminação por arboviroses.

 

A suspeita é de que existam dois focos do mosquito Aedes aegypti no entorno das residências da família. Um deles, um prédio em construção que está com o subsolo alagado. O outro é uma casa abandonada. Ambos os imóveis estão localizados por trás da casa de Luciano.

 

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Mesmo em isolamento social, a família se preocupou, já que os sintomas que apresentavam são semelhantes aos da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. A possibilidade, no entanto, foi descartada em testes com resultados negativos. Foi então que os quatro fizeram exames para detecção de arboviroses como dengue, zika e chikungunya.

Testaram positivo Luciano, a esposa, a namorada do filho mais velho e o filho mais novo. Já os sogros dele, de 79 e 80 anos; outros dois filhos; e a enfermeira que cuidava dos idosos optaram por não fazerem os testes, apesar de apresentarem sintomas.


Todas as contaminações aconteceram entre os meses de junho e julho. “Precisa fazer um alerta até para fazer uma diferenciação. A população precisa saber identificar isso. [A doença] Precisa de acompanhamento médico, precisa de medicação. A gente vai passar 30 dias tomando corticoide”, reforçou.

Luciano explicou que entrou em contato com a Vigilância Ambiental e Zoonoses de João Pessoa, mas não teve retorno. Procurado pelo G1, o coordenador do setor, Nilton Guedes, explicou que toda a região em que o propagandista mora passou por uma inspeção.

De acordo com Luciano, um agente foi enviado até a casa dele e fez uma varredura. Foi até o prédio vizinho, mas alegou não poder entrar no subsolo alagado por não estar com botas. No entanto, prometeu que passaria a situação para a supervisão.

Família suspeita de dois focos do mosquito Aedes aegypti no etrorno da casa em que moram — Foto: Luciano Alves Melo/Arquivo pessoal

Família suspeita de dois focos do mosquito Aedes aegypti no etrorno da casa em que moram — Foto: Luciano Alves Melo/Arquivo pessoal

 

Conheça os sintomas de dengue, zika, chikungunya e Covid-19

 

Dengue

 

  • Febre alta e constante;
  • Dores musculares intensas;
  • Dor ao movimentar os olhos;
  • Mal estar;
  • Falta de apetite;
  • Dor de cabeça;
  • Manchas vermelhas no corpo.

 

Zika

 

  • Febre baixa;
  • Dor de cabeça;
  • Dores no corpo e nas juntas;
  • Manchas vermelhas no corpo;
  • Coceira;
  • Olho vermelho.

 

Chikungunya

 

  • Febre alta;
  • Pele e olhos avermelhados;
  • Coceira;
  • Dores no corpo e articulações;
  • Dor de cabeça.

 

 

Covid-19

 

  • Febre;
  • Tosse;
  • Falta de ar ou dificuldade de respirar;
  • Calafrios e tremores persistentes;
  • Dores musculares;
  • Dor de garganta;
  • Dor de cabeça;
  • Perda recente do olfato ou do paladar;
  • Congestão nasal;
  • Diarreia;
  • Conjuntivite.

 

Subsolo de prédio em construção pode ter focos do mosquito Aedes Aegypti — Foto: Luciano Alves Melo/Arquivo pessoal

Subsolo de prédio em construção pode ter focos do mosquito Aedes Aegypti — Foto: Luciano Alves Melo/Arquivo pessoal

De acordo com dados da Secretaria de Saúde do Estado, o alerta de Luciano faz sentido. A Paraíba registrou uma queda no número de casos de arboviroses como dengue, zika e chikungunya notificadas até o último dia 3 de agosto deste ano. A SES aponta, que durante a pandemia de Covid-19, houve um processo de subnotificação dos registros devido ao avanço do novo coronavírus no estado.

De acordo com o boletim, foram registrados 4.593 casos prováveis de dengue, uma queda de 67,80%, na comparação com o mesmo período do ano passado quando foram registrados 14.268 casos prováveis. Já de chikungunya foram notificados 740 casos prováveis, enquanto em 2019 houve 1.045 casos, o que corresponde a uma queda de 29,18%. Neste ano, são 105 casos prováveis de zika, representando um decréscimo de 68,93% em comparação ao ano passado, com 338 casos prováveis.

Segundo a técnica de arboviroses da SES, Carla Jaciara, a pandemia afetou e diminuiu a busca da população com sintomas das três doenças por atendimento médico e isso teria causado a subnotificação delas.

 

 

Ações de combate ao Aedes aegpypti

 

Com o período chuvoso, a SES informou que realiza recomendações às secretarias municipais como coletar material para exames; investigar, acompanhar e encerrar os casos notificados para as três doenças e sensibilizar a população para a luta no combate ao mosquito, eliminando os criadouros do Aedes aegypti.

Os pacientes que apresentam tanto os sintomas de arboviroses quanto os de Covid-19, como febre e dor no corpo, são orientados a procurar postos de saúde ou Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) para receberem o tratamento adequado.


Do G1PB

 



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