Moradores de Solânea levam até 13 dias para ter acesso a exames que detectam covid-19

15/03/2021

Na fila de pessoas notificadas com suspeita de covid-19 uma senhora do grupo da terceira idade e um jovem de 40 anos buscam fazer o teste que confirma a doença em Solânea. Mas a resposta, mais que inesperada é completamente inadequada para o momento de pico da pandemia que assola o Brasil: não há vagas.

Conforme informações chegadas à redação do Focando a Notícia, a população de Solânea que está sendo notificada nos últimos dias não está conseguindo acesso ao exame e a justificativa que está sendo dada aos pacientes é essa, de que não há vagas.

A assessoria da Prefeitura Municipal, contudo, explicou que não se trata de não ter vagas. “De acordo com informações do setor de Vigilância Epidemiológica do município, a testagem está acontecendo normalmente absorvendo a demanda do número de vagas diárias. Porém a espera para a realização do teste se refere a necessidade do período de 13 dias, a partir do início dos sintomas, para segurança do resultado”.

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Isso significa que o município não está fazendo o teste que garante o resultado eficaz em poucos dias que é o swab. O exame é feito pela coleta de secreção do nariz e garganta pelo swab e igualmente é capaz de detectar o material genético do vírus e tem a vantagem de os resultados saírem em minutos, o que agiliza as condutas clínicas de pacientes.

Conforme a assessoria, os exames feitos pela prefeitura são Sorologia e RT-PCR.

A sorologia não detecta o vírus, mas sim a presença de anticorpos, isto é, a resposta do nosso organismo frente à infecção. Ou seja, identifica quem já teve contato com o vírus ou quem já teve a doença. Após alguns dias do aparecimento da doença, a quantidade de vírus vai diminuindo e começam a surgir os anticorpos – por essa razão, nesse exame a amostra de sangue deve ser coletada após sete ou dez dias dos sintomas.

O RT-PCR é considerado o padrão ouro para diagnosticar a covid-19, porque constata a presença do material genético do Coronavírus na amostra do paciente. Por isso, o ideal é que é que seja feito na primeira semana de sintomas, de preferência não ultrapassando o 12º dia. É que nesse período a carga viral está mais elevada, o que permite detectar o RNA do Coronavírus na amostra analisada.

Redação FN

 



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