
De acordo com o órgão, 3 milhões de doses chegaram ao país em outubro do ano passado e aguardavam liberação do Instituto Nacional de Controle de Qualidade (INCQS), que só aconteceu na última semana de janeiro. “Nesse período, o Ministério da Saúde reduziu as entregas e recomendou aos gestores locais o uso racional deste imunobiológico, com o agendamento do público-alvo, considerando que o seu prazo de validade após o preparo é de seis horas”, diz nota.
O pediatra Fabiano de Alexandria, que atua no Hospital Arlinda Marques, em João Pessoa, esclarece que o atraso na reposição de estoque da vacina BCG não é motivo para preocupação dos pais. Ele explica que a vacina previne formas graves de tuberculose e normalmente é aplicada quando a criança completa um mês de vida.
“Se atrasar algumas semanas, não há problema porque não existe idade limite para tomar. Até um adolescente, que por ventura não tenha recebido a dose, pode se imunizar. Não há risco de surto de doença, então não é necessário alarde. A situação seria grave, sim, se o problema no estoque fosse relativo às vacinas contra doenças virais. Não é o caso da BCG”, ameniza.
Em 2017, foram distribuídas 8,5 milhões de doses da BCG para todo o país. Em 2016, foram distribuídas 7,6 milhões de doses da BCG para todo o país.
Amanda Gabriel
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