O que o Sindicato dos Bancários tem feito, de acordo com Paulo Sérgio, é denunciar às autoridades a falta de segurança dentro das agências. Além disso, ressalta que falta investimento por parte do setor público nessa mesma área. “Nós temos cobrado, temos feito as audiências públicas e solicitado mudanças junto às superintendências dos bancos. É isso que está ao nosso alcance”, frisou.
Cláudio Lima concorda que os anos de 2015 e 2016 registraram números preocupantes, mas diz que o Estado sozinho não pode resolver. “Se for feita uma análise bem meticulosa, os bancos estão cada vez mais expandidos, com extensão para a agência dos Correios, por exemplo. Isso inclui preocupação patrimonial”, ressaltou.
Segurança nos bancos é Lei Federal
Os bancos devem seguir a Lei Federal nº 7.102/83 e sua regulamentação. De acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Frebraban), nos termos dessa legislação, todos os estabelecimentos bancários, incluindo agências e postos de atendimento, são obrigados a submeter à Polícia Federal um plano de segurança para que possam funcionar. No entanto, para o secretário geral do Sindicato dos Bancários, Paulo Sérgio, não é isso que está acontecendo. “O bancário trabalha com medo e a população também está assutada”, frisou.
A Frebraban informa que tem acompanhado todos os ataques a caixas eletrônicos com extrema preocupação. A entidade destaca que os danos das explosões forçam as instituições financeiras a reformarem o local e a repor os equipamentos danificados, sem reaproveitamento de peças ou maquinário. Esse prejuízo não é somente da rede bancária, mas de toda a população. Ainda de acordo com a Frebraban o investimento na segurança dos bancos é na ordem de R$ 9 bilhões.
Para a entidade, é necessário combater as causas desses crimes impedindo que os bandidos tenham acesso fácil a explosivos; desorganizando as quadrilhas, o que se faz com ações de inteligência; e dificultando o acesso dos bandidos ao produto do crime.
Para o secretário geral do Sindicato dos Bancários, essas ações, que remetem a uma falta de segurança, “prejudica a economia da cidade, já que em alguns municípios as pessoas precisam se deslocar para agências de cidades vizinhas”.
Estatística anteriores
Os ataques a bancos têm sido frequentes desde 2012, inicialmente com um número mais expressivo de explosões. Em relação ao primeiro semestre, em 2013 foram 85 casos e em 2014 baixou para 65. No ano de 2015, os números aumentaram novamente para 77 ocorrências. E voltou a diminuir em 2016, com 56 casos.
G1PB

Bancos devem ter um plano de segurança de acordo com lei federal prevê (Foto: Walter Paparazzo/G1)


