
Os atendimentos na cidade de João Pessoa correspondem a 55,6% do total (22.060). Na sequência estão Bayeux (5,4%), Santa Rita (4,8%), Cabedelo (3,1%) e Conde (2%). De acordo com a coordenadora-geral do Samu em João Pessoa, Erika Rivenna, o trabalho do Samu começa com o recebimento das ligações e a classificação de risco de cada situação.
“Nosso perfil é para atender casos de urgência, como acidentes ou ataques cardíacos agudos, por exemplo, e casos moderados, como crise de asma, crise convulsiva ou trabalho de parto. Quando alguém liga para o 192, é feita a classificação de risco pelo médico, que avalia a necessidade do envio de motolância, com técnico de enfermagem, de Unidade de Saúde Básica (USB), com enfermeiro e condutor socorrista, ou de Unidade de Saúde Avançada (USA), com médico, enfermeiro e condutor”, afirma ela.
Segundo Erika Rivenna, é o médico que orienta o enfermeiro da USB sobre o atendimento ao usuário, e faz a regulação junto aos hospitais e às unidades de pronto atendimento para receber o paciente, quando necessário. “Temos nove médicos de plantão durante o dia e oito à noite, todos os dias”, destaca ela.
Perfil em João Pessoa – Na Capital, 67,5% das ocorrências atendidas pelo Samu são de gravidade moderada, com classificação de risco na cor amarela. Já um índice de 15,3% são de classificação leve, que não fazem parte do perfil do Samu. As ocorrências graves representam 9,8% do total.
Os bairros que mais demandam o atendimento do Samu são: Mangabeira (9,8% do total de ocorrências), Centro (5,4%), Cristo Redentor (4,8%), Valentina de Figueiredo (4,5%) e Cruz das Armas (3,5%).
A coordenadora-geral do Samu em João Pessoa, Erika Rivenna, afirma que Mangabeira lidera porque é o bairro mais populoso da cidade. Já no Centro, há muitos incidentes envolvendo idosos, como acidente vascular cerebral (AVC) ou quedas. “Já nos bairros da praia e nas rodovias, as ocorrências são por acidente de trânsito, devido ao excesso de velocidade”.
Os dias da semana em que há mais atendimentos são segunda-feira (14,6% do total), sexta (14,5%) e sábado e domingo (14,4%). “No final de semana, há mais acidentes porque as pessoas aumentam consumo de álcool e conduzem veículo em alta velocidade. Na segunda-feira, normalmente, atendemos crianças e idosos que adoecem como consequência de algo que ocorreu no final de semana”, continua a coordenadora-geral.
Destino dos pacientes – O Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena recebe 28% dos pacientes atendidos pelo Samu. Outros 22% são atendidos no local da ocorrência.
Em seguida está o Complexo Hospitalar de Mangabeira Governador Tarcísio de Miranda Burity (Ortotrauma), com 12%, sendo 5% referentes a casos de psiquiatria, atendidos no Pronto Atendimento de Saúde Mental (PASM), que funciona na unidade hospitalar. Já as três Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), representam 6%.
Estrutura – O Samu disponibiliza sete motolâncias, sete unidades de saúde básica (USB) – que socorre casos de gravidade moderada, e quatro unidades de saúde avançada (USA) – para casos mais graves. Há ainda outras quatro USB dos municípios de Bayeux, Santa Rita, Conde e Cabedelo.
Trote – A coordenadora-geral do Samu em João Pessoa, Erika Rivenna, chama a atenção para o grande número de trotes recebidos. “São milhares de ligações. Enquanto estamos atendendo estas ligações, deixamos de atender alguém que realmente precisa de socorro. Já houve situações de a unidade se deslocar a outros municípios para atender e, chegando lá, não havia ninguém”, lamenta a gestora.
Ela também destaca que muitas ligações são para atendimento de orientação ou não são o perfil do Samu. “Há pessoas que ligam por causa de situações que devem ser atendidas em uma Unidade de Saúde da Família. Tem quem ligue porque quer que o Samu leve o pai idoso ao hospital, mesmo sem ser caso moderado ou grave”, exemplifica Erika Rivenna.
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