
Paraibanos, entre eles, adolescentes estão sendo aliciados em cidades do Sertão para trabalharem em condição análoga a de escravo, nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná. A proposta que recebem é para vender mercadorias no interior desses estados. Mas, antes da viagem, os trabalhadores contraem dívidas com os donos das mercadorias e geralmente não conseguem saldá-las.
A constatação foi divulgada nesta sexta-feira (11) pelo Ministério Público do Trabalho na Paraíba (MPT) que está investigando denúncias de atuação de uma ‘Rede de Aliciamento Interestadual’, que recruta adolescentes paraibanos, jovens e adultos de baixa renda para atuarem em condições degradantes e análogas as de trabalho escravo.
De acordo com investigação, os trabalhadores pegam ‘vales‘ (empréstimos) com os proprietários das mercadorias para se manter e sustentar a família. Além de já saírem da Paraíba endividados, os vendedores raramente conseguem saldar a dívida porque o que recebem é insuficiente para pagar o empréstimo. Os trabalhadores recebem R$ 3,00 por cada peça vendida, independentemente do valor.
Outro fato que está sendo apurado pela procuradora do Trabalho Marcela Asfóra é que quando um vendedor é muito bom, há a possibilidade de outro proprietário de mercadorias comprar a dívida do trabalhador. Então, esse vendedor paga o empréstimo que tinha com o primeiro empregador e passa a trabalhar para o segundo.
Portal Correio
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