SMS diz que não recebeu notificação e que interdição prejudica população

28/08/2020
Trauminha de Mangabeira (Foto: Divulgação / Secom-PMJP / Mazinho Gomes)
Trauminha de Mangabeira (Foto: Divulgação / Secom-PMJP / Mazinho Gomes)

Em nota, divulgada na tarde desta sexta-feira (28), a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) afirma que ainda não recebeu oficialmente notificação sobre interdição no Complexo Hospitalar de Mangabeira. O SMS assegura que as questões e os prazos definidos pelo Conselho estão sendo respondidos e cumpridos.

Na nota, a Secretaria reforça que a população vai ficar impedida de receber atendimento médico por causa da interdição e que o Hospital é uma referência na Paraíba em cirurgia de urgência e emergência de áreas abaixo do cotovelo e abaixo do joelho.

Veja a nota na íntegra:

Sobre a interdição ética dos médicos que atuam no Complexo Hospitalar de Mangabeira Tarcísio de Miranda Burity (Ortotrauma) pelo Conselho Regional de Medicina (CRM):

1. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e a direção do Complexo Hospitalar não receberam oficialmente a notificação de interdição;

2. O relatório recebido da visita realizada pelo CRM no dia 25/08 está sendo respondido dentro do prazo definido pelo Conselho, inclusive a escala médica do mês solicitada foi entregue à instituição na última quinta-feira (27). As demais questões tratadas no relatório também já estão sendo respondidas, cumprindo os prazos definidos;

3. Por fim, a SMS reforça que essa interdição implica em grande perda para a população, que fica impedida de receber atendimento em todas as especialidades médicas que atendem no Complexo Hospitalar de Mangabeira. Ou seja, ficarão desassistidos todos que busquem o serviço como, pacientes vítimas de acidentes de trânsito, em parada cardíaca, com transtornos psiquiátricos, pacientes de UTIs e outros.

4. O hospital é referência no Estado da Paraíba em cirurgia de urgência e emergência de áreas abaixo do cotovelo e abaixo do joelho, conforme pactuação firmada com o Ministério da Saúde, atendendo pacientes de João Pessoa e da primeira macrorregião do estado. Neste ano, já foram realizados 46.886 atendimentos e mais de 3.700 cirurgias.

Com Assessoria



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