
"Outras linhas investigativas também foram traçadas, foram efetivamente encaminhadas pela polícia judiciária e pelo Ministério Público no decorrer da investigação, e todos os caminhos, todas as linhas investigatórias, apontaram para o Tiago Fontes como o autor do terrível homicídio que vitimou Ana Sophia", destacou o promotor.
O parecer do Ministério Público será encaminhado à Justiça, que vai decidir se há fundamentos para a reabertura das investigações.
Os pais da criança, João Simplício e Maria do Socorro, afirmam que não concordaram com o arquivamento do inquérito e cobraram a continuidade das investigações. “Eu peço, em nome do Senhor Jesus, que ele releia esse inquérito. Tenho fé em nosso Senhor Jesus Cristo que eles vão ver, porque tem gente ali, aqueles depoimentos que precisavam ser ouvidos novamente”, afirmou a mãe.
Os advogados da família alegam que fatos importantes deixaram de ser analisados. Eles pedem que a polícia investigue linhas de investigação que não foram seguidas, ouça novamente testemunhas e apure pontos que, segundo eles, ficaram sem esclarecimento na época. Por causa do sigilo do inquérito, eles afirmaram que não poderiam dar detalhes sobre o que é questionado pela família.
“Encontramos muitos fatos que deixaram de ser analisados, muitas pistas que não foram seguidas. Então, decidimos que é necessário que se reabra esse inquérito”, afirmou a advogada Vera Franco.
A Polícia Civil trata o inquérito como encerrado. As investigações da corporação apontaram que Ana Sophia foi morta em um crime premeditado, com motivação sexual. O inquérito segue sob sigilo.
Em nota, a Polícia Civil afirmou que o caso foi devidamente elucidado e que a investigação foi conduzida com rigor técnico, resultando na produção de provas periciais e testemunhais, que tornaram possível a identificação do autor do crime.
Ainda segundo a polícia, diversos recursos investigativos e tecnológicos, contando ainda com o apoio da Polícia Federal, contribuíram com elementos periciais relevantes. A Polícia Civil também informou que o relatório final foi acolhido pelo Ministério Público, que determinou o arquivamento do caso, considerando a solidez das provas reunidas.
A família lamenta nunca ter recebido informações sobre o paradeiro de Ana Sophia e sofre por não ter conseguido sepultar a criança.
“A pessoa não sabe realmente o que aconteceu, é o que mata, é o que mata. Porque Tiago Fontes está morto, a família para lá sabe onde ele está sepultado. E eu? E eu que não tive nem chance de sepultar o corpo da minha Ana Sofia”, afirma a mãe.
No Distrito de Roma, em Bananeiras, onde a criança desapareceu, também há dúvidas sobre o que aconteceu. Fica uma sensação de vazio e um sentimento de tristeza. O empresário Washington Araújo lembra da menina indo a panificadora dele com as primas.
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