Estado apura se houve falhas de agentes públicos na rebelião do Lar do Garoto

09/06/2017

 O governa do estado está apurando os motivos pelos quais os 19 agentes que estavam em uma sala, não contiveram a rebelião deflagrada por 16 adolescentes infratores do Lar do Garoto, no município de Lagoa Seca, no Agreste paraibano, a 140 km de João Pessoa. A rebelião ocorrida no último sábado provocou a morte de sete menores, entre 15 e 17 anos.    

Em entrevista a rádio POP de João Pessoa, Ricardo Coutinho disse que não houve falha do Estado, mas, possivelmente, de agentes públicos, que foram incapazes de abortar a rebelião no início. Ele disse também que pretende aplicar novas medidas punitivas como resposta à rebelião do Lar do Garoto. “Já afastei a direção da unidade e mais da metade dos agentes públicos que estavam de plantão quando explodiu a rebelião”.

 De acordo com o governador, os agentes que por ventura tenham falhado serão punidos. “Doa a quem doer, mas vamos colocar os pontos nos is”, prometeu Ricardo ao revelar que uma comissão especial foi desgnida por ele para apurar a tragédia. "É uma investigação paralela a da polícia", disse o governador que prefeiturar não se estender na questão para não atrapalha as investigações.

Na entrevista, Ricardo Coutinho revelou que a Polícia Militar ficou impossibilitada de entre na unidade devido à neblina. “A tropa temia ainda que houvesse armas com os menores que provocaram a rebelião e preferiram aguardar para evitar uma tragédia maior”.   

 O governador nega que sistema socioeducativo da Paraíba esteja exaurido. Ele admite, no entanto, que haja uma superpopulação, mas que a situação é bem inferior aos registrados em outros estados da federação. 

Ricardo Coutinho disse que estão previstos a construção de três novos presídios na Paraíba, mas que não nenhum projeto de para construir unidade socioeducativos. Ainda de acordo com Ricardo, desde que assumiu o Governo do Estado, a população carcerária pulou 7.500 para 12 mil presidiários.


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