
O influenciador Hytalo Santos e o marido, Israel Vicente, conhecido como Euro, deixaram São Paulo e agora cumprem prisão no presídio do Róger, em João Pessoa. O casal ficará em uma ala destinada à comunidade LGBTQIA+ e só poderá receber visitas de familiares. As visitas acontecem exclusivamente aos domingos, após cinco dias de adaptação.
Segundo o diretor da penitenciária, Edmilson Alves, os dois iniciaram a permanência em uma ala de adaptação. Em seguida, irão para o pavilhão LGBTQIA+, onde dividirão espaço com outros quatro detentos. O local mede aproximadamente 3 metros de largura por 15 de comprimento e não possui celas individuais. Durante esse período, eles também têm direito ao banho de sol.
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Se o casal se declarar homossexual, continuará no pavilhão exclusivo; no entanto, uma decisão judicial pode determinar a separação.
A Secretaria de Administração Penitenciária da Paraíba (Seap) estabelece que apenas familiares diretos podem visitar os dois. Para isso, é necessário realizar cadastro presencial. Além disso, os visitantes precisam comprovar vínculo de parentesco ou conjugalidade.
As visitas ocorrem sempre aos domingos. Os familiares podem levar alimentos (frutas, legumes em embalagens transparentes, doces e sucos claros), roupas brancas ou claras, calçados e itens de higiene. Produtos como barbeadores descartáveis, sabão, desodorante cremoso e água sanitária também estão autorizados em quantidade limitada.
Na manhã de quinta-feira (28), Hytalo e Euro saíram da penitenciária de São Paulo escoltados pela polícia. O casal seguiu para o Aeroporto Internacional de Guarulhos e chegou a João Pessoa por volta das 17h12. Após exames no Instituto de Polícia Científica (IPC), eles foram levados para o presídio do Róger.
O presídio do Róger, oficialmente chamado Penitenciária Desembargador Flósculo da Nóbrega, abriga 890 detentos, embora tenha capacidade para 700. O excesso representa 27% de superlotação. Mesmo assim, a direção afirma que a rotina da unidade continua regular.
O Ministério Público da Paraíba (MP-PB) e o Ministério Público do Trabalho (MPT-PB) investigam os dois influenciadores. Eles respondem a processo na Justiça de Bayeux por exploração sexual de menores, trabalho infantil e tráfico humano em conteúdos criados para as redes sociais.
A Justiça da Paraíba determinou a transferência e definiu que o casal permanecesse no sistema prisional do estado.
Portal Paraíba.com.br
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