Mãe é ouvida e celular de criança que morreu ao cair de prédio é analisado pela perícia, em JP

26/05/2021
Delegada da Polícia Civil, Flávia Assad, disse em coletiva de impressa que rede de proteção do quarto da garota, que foi cortada, também está sendo analisada
Delegada da Polícia Civil, Flávia Assad, disse em coletiva de impressa que rede de proteção do quarto da garota, que foi cortada, também está sendo analisada
A mãe da criança de nove anos que caiu do 22º andar de um prédio em João Pessoa, na madrugada deste sábado (22)já foi ouvida e o celular da menor foi apreendido e está sendo periciado, conforme a delegada da Polícia Civil, Flávia Assad, disse em uma coletiva de impressa nesta segunda-feira (24). Conforme ela, a rede de proteção do quarto da garota, que foi cortada, também está sendo analisada pela perícia. A investigação vai seguir com a Delegacia de Homícidios, em parceria com a delegada Daniela Vicuuna.

É tudo muito preliminar, diz delegada sobre morte de criança que caiu de prédio em João Pessoa.

As oitivas da família presente no momento da queda, incluindo o pai e o irmão de 18 anos, ainda não foram concluídas. A coleta de informações também ainda não foi concluída e as respostas técnicas da perícia ainda não saíram. Segundo a delegada, é recente dizer qualquer coisa.

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O fato aconteceu por volta das 00h30, no Bairro dos Estados

Segundo informações do perito Ademar Roberto, à TV Cabo Branco, os pais relataram que a menina conversava em um aplicativo de mensagens quando a mãe teria retirado o celular dela. A criança foi para o quarto e, após alguns minutos de silêncio, o pai foi verificar, encontrando o ambiente vazio e a tela de proteção cortada.
 

Após constatar a queda, o pai retirou o corpo da menina da calçada, levou para o apartamento e ligou para o Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu). Flávia Assad disse na entrevista coletiva que a retirada do corpo do local impede um cálculo físico e exato de onde ele estava, mas não que a investigação prossiga com outros elementos. Outros exames serão realizados para que se tenha um resultado conclusivo.
 
A tela e a tesoura sem ponta, que teria sido utilizada para cortar a tela, foram recolhidos. Uma perícia foi realizada no local ainda na madrugada e outra no final da manhã do sábado.

A delegada disse ainda que existe um lapso temporal entre o tempo que os pais deixaram a criança no quarto e quando eles perceberam a ausência da filha, um período de 40 minutos.

Flávia Assad afirma que preserva qualquer dado da vida da criança, como questões escolares e familiares, mas que informações acerca disso também estão sendo coletadas.

Conforme informações da TV Cabo Branco, a perícia disse que o quarto da criança estava desarrumado, mas acredita que foram os pais procurando a filha que desarrumaram o local. Ainda de acordo com a polícia, o pai teria levado a filha nos braços, pelo elevador da área de serviço.

 
 
 
A criança foi enterrada no sábado à tarde, em um cemitério de João Pessoa. A menina é filha de uma funcionária pública federal e um policial militar do Rio Grande do Norte. Ela iria fazer dez anos em agosto.
 
 
 
 
G1 PB



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