
Eu quero justiça. Meu filho era uma criança, não devia nada a ninguém”, declarou Valdenice Marinho, mãe do menino Guilherme Marinho, de 7 anos, nesta quinta-feira (26) após a confirmação de que a ossada encontrada no bairro de Gramame, em João Pessoa, é do filho dela, que estava desaparecido há cerca de cinco meses.
Guilherme estava desaparecido desde o dia 10 de fevereiro, quando foi visto pela última vez na comunidade do Taipa, no bairro do Costa e Silva, em João Pessoa. De acordo com a mãe do garoto, ele havia saído para brincar com um vizinho e não retornou para almoçar.
Acompanhe o Bananeiras Online também pelo twitter, facebook, instagram e youtube
De acordo com a chefe de Medicina Legal do Instituto de Polícia Científica (IPC), Cristiane Helena, exames confirmaram que os ossos achados pelo Corpo de Bombeiros em uma região de mata, no dia 15 de junho,eram do menino.
“Ainda tinha esperanças de encontrar ele vivo, mas infelizmente uma notícia dessas abala a família, a comunidade. É uma angústia, uma dor, um desespero. Eu quero justiça com quem fez isso com meu filho”, disse Valdenice em entrevista à TV Cabo Branco.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, à época em que a ossada foi encontrada, foram achados um crânio e alguns ossos. Um morador da área avistou e entrou em contato com a polícia por meio do Centro Integrado de Operações Policiais (Ciop). Na ocasião, os ossos foram encontrados a cerca de dez metros da parte de fora da mata para o seu interior.
Para a coordenadora de Medicina Legal do IPC, a constatação da identidade da ossada foi possível após a mãe de Guilherme ceder amostras de DNA seu para os exames necessários. "Essa ossada deu entrada como anônima, agora que temos uma identidade, vamos solicitar as mudanças necessárias para seguir com o trabalho investigativo", explicou Cristiane.
Os restos do menino só vão ser liberados para a família na sexta-feira (27), quando também está previsto a emissão do laudo com o relatório do que foi apurado com os exames na ossada. Até a tarde desta quinta-feira, ainda não haviam informações sobre o que pode ter causado a morte do menino. O caso segue sendo investigado pela Delegacia de Homicídios de João Pessoa, pelo delegado Reinaldo Nóbrega.
Do G1PB
Rio Paraíba registra forte correnteza e moradores se arriscam em ponte
Encerramento do 120º Conselho Regional de Obreiros em Bananeiras
Abertura do 120º Conselho Regional de Obreiros em Bananeiras